Apesar de novas ameaças de Trump de intensificar ataques ao Irã, agentes reveem prêmio de risco embutido nos ativos e dólar perde força, enquanto juros globais também registram menor pressão Manhã no mercado: Petróleo cede em meio a ajuste em risco global; agentes aguardam fala de Galípolo — Foto: Francisco Seco/AP Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende intensificar os ataques contra o Irã para levar o país a negociar um acordo de paz, os agentes do mercado ajustam o tamanho do prêmio de risco embutido nos ativos globais nesta manhã desta sexta-feira. Nesse contexto, os preços do petróleo voltam a operar abaixo de US$ 100 o barril, o dólar perde força em boa parte dos mercados mais líquidos e os juros globais também registram uma menor pressão nesta manhã. Ontem, Trump disse que os iranianos ainda não sentiram “dor suficiente” e que está disposto a ampliar seus ataques contra o país. “Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto", afirmou o presidente americano ao site Axios. Embora essa fala reforce o cenário de risco global, os agentes ajustam posições nesta manhã, talvez por conta da forte reprecificação de ontem nos mercados globais. Perto das 8h10, o rendimento do título do Tesouro americano de dez anos recuava de 4,7% do fechamento de ontem para 4,686%. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,08%, aos 101,366 pontos. Contra moedas de mercados emergentes, a desvalorização era maior: recuo de 0,25% ante o peso mexicano e de 0,58% contra o florim húngaro. O petróleo Brent, no contrato futuro mais líquido, era negociado em queda de 2,90%, a US$ 97,7 o barril. Ao longo do dia o cenário externo deve permanecer no radar dos agentes, em sessão em que a agenda de indicadores prevê apenas a divulgação preliminar de julho do índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) de indústria e serviços dos Estados Unidos, pelo S&P Global. No Brasil, o que pode vir a alterar a formação de preços nos ativos locais são as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O executivo irá participar do evento Expert XP 2026 nesta manhã e pode tecer comentários sobre como a autoridade monetária está enxergando a atividade e a pressão dos preços de energia. Também hoje, Paulo Picchetti, diretor de assuntos internacionais, gestão de riscos e política econômica do BC, deve se reunir com economistas do mercado em reunião trimestral com os profissionais. Além do já mencionado, a atenção ao bastidor eleitoral segue no radar.
Manhã no mercado: Petróleo cede em meio a ajuste em risco global; agentes aguardam fala de Galípolo
Apesar de novas ameaças de Trump de intensificar ataques ao Irã, agentes reveem prêmio de risco embutido nos ativos e dólar perde força, enquanto juros globais também registram menor pressão






