A taxa de rentabilidade informada na hora de investir no Tesouro Direto nem sempre reflete o ganho que chegará ao bolso do aplicador. Imposto de Renda, taxa de custódia da B3 e, em alguns casos, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e taxa de administração cobrada pela corretora reduzem a rentabilidade líquida da aplicação.

Hoje, a maioria das corretoras e bancos oferece Tesouro Direto sem taxa de administração, mas 10% das instituições ainda mantêm essa cobrança. A relação completa pode ser consultada no site do Tesouro Direto.

Simulações feitas pela empresa de saúde financeira SuperRico mostram o impacto da tarifa. Nos cenários de Tesouro Selic elaborados pela empresa, um investidor que aplica R$ 20 mil inicialmente e faz aportes mensais de R$ 1.000 durante 20 anos acumula R$ 92 mil a menos ao pagar uma taxa anual de 0,5%, em comparação com uma aplicação sem essa cobrança.

A taxa Selic considerada foi a de 14,25% e a inflação, de 4,5% —mas vale lembrar que tais valores mudam ao longo do tempo, e que a simulação foi pensada apenas para considerar o impacto da taxa de administração.

A perda não significa, porém, que qualquer cobrança de taxa seja necessariamente ruim. Segundo Carlos Castro, planejador financeiro e CEO da SuperRico, ela pode fazer sentido quando remunera um serviço que efetivamente agrega valor ao investidor, como consultoria personalizada ou gestão ativa da carteira.