O país discute uma reformulação da PNAB (Política Nacional de Atenção Básica), que deve ser publicada até o fim deste ano em meio a um cenário de sobrecarga das equipes, falta de medicamentos e insumos e integração insuficiente com os outros níveis de atenção do SUS (Sistema Único de Saúde).

Discussões sobre a revisão da política, que orienta o funcionamento da atenção primária em todo o país, ocorreram durante o congresso da regional Sudeste da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), encerrado neste domingo (26), no Rio de Janeiro.

Em palestras e oficinas do evento, profissionais relataram que há equipes da ESF (Estratégia Saúde da Família) responsáveis por até 5.000 pessoas —mais do que o dobro do parâmetro que a entidade defende para garantir um acompanhamento adequado das famílias.

Uma das atividades mais impactantes do congresso foi a oficina "Tem, mas tá em falta", conduzida pelas médicas de família e comunidade Stella Pace, Isabella Almeida Anjo de Pinho e Bárbara da Costa, todas atuantes no Rio.

Na dinâmica, as profissionais encenaram casos reais —com nome de paciente alterado— de atendimentos. Um deles foi de uma diabética usuária de insulina NPH que não conseguia repor a medicação havia dias.