Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista "101 brasileiros que transformam o futuro", reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A escritora Ana Paula Maia foi finalista do International Booker Prize com o romance “Assim na terra como embaixo da terra” — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 21:28 Ana Paula Maia: Escritora Brasileira de Horror Finalista do Booker Prize Ana Paula Maia, finalista do Booker Prize, é destaque na literatura de horror e tem obras publicadas em mais de uma dezena de países. Com uma carreira de mais de 20 anos, Maia revitaliza o gênero com romances ambientados em cenários sombrios. Seu livro "Assim na terra como embaixo da terra" foi indicado ao Booker, ampliando seu reconhecimento. Ela lançará "O tenebroso brilho do sol", explorando o folk horror. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ana Paula Maia é a mais nova porta-bandeira de um antigo sonho nacional: tornar nossa literatura conhecida mundo afora. Este ano, a escritora de 48 anos foi finalista do International Booker Prize, um dos troféus literários mais prestigiosos do mundo, dedicado a obras estrangeiras publicadas no Reino Unido e/ou na Irlanda. Ela concorreu com "Assim na terra como embaixo da terra", romance que Gabino Iglesias, crítico do New York Times, recomendou para "quem gosta de poesia escrita com sangue". Lançado no Brasil em 2017 pela Record, o livro venceu o Prêmio São Paulo de Literatura. Embora o Booker Prize tenha ido para as mãos da taiwanesa Yáng Shuāng-z, a indicação deu um novo impulso à já bem-sucedida carreira internacional da escritora nascida em Nova Iguaçue que vive em Curitiba desde 2015. O romance, que já havia saído em inglês e espanhol, foi vendido para mais 13 países, como Dinamarca, Turquia e Coreia do Sul. Antes do Booker, Ana Paula já tinha títulos disponíveis em uma dezena de países, da Espanha à Lituânia. Com mais de duas décadas de carreira literária e atuação no audiovisual (é autora da série "Desalma", do Globoplay), ela criou uma atmosfera única na literatura brasileira. Romances como "De gados e homens" e "Enterre seus mortos" são ambientados num interior decrépito, onde o tempo parece não passar e o mal está em toda parte. Seus personagens trabalham em matadouros e minas de carvão, recolhem carcaças de animais pelas estradas ou estão presos: — Eu venho gradativamente inserindo o horror nos meus livros. Tem sido um processo. É um gênero que considero complexo e profundo dependendo do viés que é abordado. Acho que não apenas na literatura, mas no audiovisual, teremos mais e mais talentos se dedicando ao gênero terror em todos os seus aspectos. Ufologia na mira Em 2017, “Assim na terra como embaixo da terra” ganhou uma resenha elogiosa de Beatriz Sarlo (1942-2024), uma das maiores intelectuais argentinas: “Impressiona pelo detalhe”. Ana Paula é muito lida no país vizinho e acabou associada às autoras que, na última década, revitalizaram a literatura de horror inspiradas na experiência latino-americana. Em entrevista recente ao GLOBO, a argentina Mariana Enríquez, maior nome desse movimento, chamou a brasileira de “genial”. No fim do ano, Ana Paula lança, pela Companhia das Letras, seu novo romance: "O tenebroso brilho do sol". Será sua primeira incursão do folk horror, subgênero do terror que passa em cidadezinhas isoladas, tem cenas quase que exclusivamente diurnas e destaca práticas religiosas obscuras, como os antigos rituais de luto dos imigrantes açorianos no Rio Grande do Sul, que a escritora promete explorar: — Escrevi depois da morte do meu pai, em 2024. O folk horror é um gênero sombrio e tocante, que nos permite visitar as trevas e, de alguma forma, nos reconhecer na escuridão — diz a escritora, que planeja um futuro cheio de terror. — Tenho projetos de livros, séries e filmes sobre ufologia, terror rural, sobrenatural, terror com ficção científica, ocultismo, enfim... Estamos num bom momento para o horror.
Ana Paula Maia: Finalista do Booker Prize, escritora tem livros publicados em mais de uma dezena de países e vem revitalizando a literatura de horror
Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista "101 brasileiros que transformam o futuro", reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã







