A convenção do PL que ratificou o nome de Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência neste sábado (25) foi um espetáculo inusual em que o senador fluminense enfim abraçou seu sobrenome e destacou como grande cabo eleitoral um presidente impopular de nação estrangeira.

Sem grandes novidades retóricas a apresentar, Flávio comandou um evento com ares de festa de família —do tipo lacrimosa para fotos, dado o emprego de lenços para enxugar suas lágrimas em São Paulo.

"Eu sei a responsabilidade que meu sobrenome carrega. Eu te amo [meu pai]", discursou o agora candidato, que enfrenta uma estagnação nas pesquisas eleitorais. No mais recente levantamento do Datafolha, ele marca 32% ante 40% no primeiro turno contra o presidente Lula (PT).

A fala foi pontuada por homenagens ao progenitor, que surgira antes como um fantasma digital. Um vídeo feito por inteligência artificial, recurso para driblar a proibição judicial a manifestações políticas de Bolsonaro, coroou a presença imaterial do ex-presidente.

Ela estava em quase todos os jingles tocados e bordões gritados. "É com a família Bolsonaro que eu vou", "o capitão voltou", "ele é o sangue de Bolsonaro", "ele é o filho da esperança", e por aí foi.