Tudo o que existe no mundo é feito de partes bem pequenininhas que a gente não enxerga —são os átomos. Dentro deles tem partes ainda menores, que são os prótons, nêutrons e elétrons. Para entender como o mundo funciona, os cientistas precisam enxergá-los como se estivessem a olho nu. Mas como, se eles são invisíveis?
Para isso, eles usam um microscópio. Mas não aquele da escola. Eles construíram um grandão, do tamanho de um campo de futebol, que dá conta de iluminar as menores partes de qualquer material e meio que tirar uma foto dos átomos deles, com todos os detalhes, para estudá-los.
É o Sirius, na cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo. Ele fica dentro do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), que abriga vários laboratórios e uma faculdade chamada Ilum, que forma novos cientistas.
Dentro do Sirius, os elétrons viajam por tubos de metal e ficam dando voltas até atingirem uma velocidade muito rápida e emitirem raios de luz síncrotron, que são invisíveis a olho nu.
A luz síncrotron não é um tipo só de luz, mas um conjunto de luzes, como um arco-íris. Ela age como um raio-x, permitindo que os cientistas vejam detalhes muito pequenos dentro de qualquer coisa, como as células de seres vivos (desde plantas até humanos) e materiais, como microplásticos e átomos de cerâmicas muito antigas.










