Se saúde, e não dinheiro, é o que importa, como se diz, os moradores da Saúde não têm muito do que se queixar. A longevidade deles, de fato, é alta, média de 80 anos ao morrer, segundo o Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo. Mas como o nome nem sempre corresponde inteiramente ao nomeado, o distrito é o 15º na média dos vários indicadores de saúde, ainda segundo o Mapa.
A marca é bastante aceitável: são 96 os distritos da capital. Limitada pela rua Loefgren, pelo aeroporto de Congonhas, pelas avenidas Rubem Berta e Ricardo Jafet e todos os seus prolongamentos, a Saúde também exibe boa musculatura imobiliária.
Entre maio de 2025 e abril deste ano foram 3.408 lançamentos, 63% mais do que nos 12 meses anteriores, segundo o Secovi.
É uma região de perfis distintos —e de perfis de distinção, como em Mirandópolis, Planalto Paulista e Chácara Inglesa. Lançamentos de alto padrão, entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, foram 29% nos últimos 12 meses até abril, percentual quase idêntico ao da faixa intermediária, de imóveis entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão, muito comuns principalmente no entorno da avenida Jabaquara, eixo principal de urbanização da região, por onde passa desde os anos 1970 a mais antiga linha do metrô paulistano, a Azul.







