A violência assume formas distintas conforme o território. Na cidade de São Paulo, homicídios concentram-se nas periferias, enquanto furtos e roubos, em regiões mais centrais.
O que chama atenção, porém, é o avanço da criminalidade em áreas historicamente vistas como mais seguras, tanto na capital paulista quanto no Rio de Janeiro.
Segurança é direito de todos. O Estado, porém, nunca a garantiu de maneira igualitária. Agora, revela-se incapaz de assegurá-la até em bairros que contam com maior presença do poder público e melhores condições econômicas.
Dois episódios recentes ilustram tal quadro. No Rio, a prefeitura anunciou neste mês o envio de 320 agentes municipais para fiscalizar a orla entre o Leme e o Leblon. A medida pretende combater comércio irregular e conter a atuação de facções que, segundo as autoridades, passaram a cobrar taxas ilegais de ambulantes para explorar o calçadão.
Em São Paulo, embora os indicadores gerais de criminalidade tenham caído, o afluente bairro de Pinheiros lidera os registros de roubos e furtos de celulares no primeiro trimestre de 2026, com média de 23 ocorrências diárias, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Folha com base em dados da Secretaria de Segurança Pública do estado.











