Relatório aponta concentração das ocorrências na Região Metropolitana, sobretudo em trechos urbanos e rotas internas, refletindo a mudança na estratégia das quadrilhas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 23:11 Rio de Janeiro Lidera Roubos de Cargas no Brasil em 2023 Um levantamento da Nstech revela que o Rio de Janeiro lidera os roubos de cargas no Brasil, concentrando 44% dos prejuízos nacionais no primeiro trimestre. A maioria das ocorrências ocorre na Região Metropolitana, com destaque para abordagens em áreas urbanas, refletindo uma mudança estratégica das quadrilhas. Cargas de valor intermediário e produtos de fácil redistribuição, como alimentos e medicamentos, são os principais alvos. As ações concentram-se principalmente durante o dia, com destaque para segundas e quintas-feiras. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Rio de Janeiro concentrou 44% dos prejuízos provocados por roubos de cargas registrados no país no primeiro trimestre deste ano, segundo levantamento da empresa de tecnologia logística Nstech. O estudo mostra que a maioria das ações das quadrilhas ocorre na Região Metropolitana: a capital respondeu, sozinha, por 51,9% das perdas registradas no estado, seguida por São Gonçalo (14%), Nova Iguaçu (9,6%) e Duque de Caxias (9,4%). O desempenho coloca o Rio à frente de São Paulo (28,1%) e Bahia (9,2%) e reforça a concentração desse tipo de crime nos principais polos urbanos e logísticos fluminenses. Outro dado que chama atenção é a mudança do local das abordagens. Segundo o levantamento, 60,7% dos prejuízos ocorreram em trechos urbanos, enquanto entre as rodovias se destacam a BR-101, responsável por 21,5% das perdas, e a BR-116, com 5,8%. Para a empresa, o cenário mostra que as quadrilhas estão cada vez menos dependentes das grandes estradas e mais inseridas no ambiente urbano, aproveitando a circulação intensa de mercadorias e a proximidade de áreas de fuga. O estudo também identificou que as rotas mais visadas são as internas e as que chegam ao estado. O trajeto RJ-RJ respondeu por 30,8% dos prejuízos, seguido por SP-RJ (16,4%) e MT-RJ (9,8%), reforçando a estratégia de atacar cargas próximas aos centros de distribuição e às principais portas de entrada do estado. No perfil das mercadorias, predominam cargas fracionadas (44,3%) e alimentos (34,1%). Segundo a Nstech, esses produtos oferecem alta liquidez no mercado informal, menor rastreabilidade individual e podem ser rapidamente redistribuídos após o roubo. O levantamento mostra ainda que, no Rio, os criminosos têm preferência por operações de valor intermediário. As cargas entre R$ 100 mil e R$ 500 mil responderam por 45,9% dos prejuízos registrados, seguidas pelas de R$ 500 mil a R$ 1 milhão (31,4%). Para os pesquisadores, cargas muito valiosas exigem operações mais complexas e aumentam o risco de reação policial, tornando embarques de valor intermediário mais atrativos. Em relação ao horário das ações, a madrugada concentrou 34% dos prejuízos, seguida pelas manhãs (25,2%). Apesar disso, o relatório destaca que quase dois terços dos roubos acontecem durante o dia, evidenciando uma atuação cada vez mais ousada das quadrilhas em ambientes com grande circulação de pessoas e veículos. As quintas-feiras (25%) e segundas-feiras (20,2%) foram os dias de maior incidência, coincidindo com períodos de maior fluxo logístico e abastecimento. Remédios na mira do crime organizado Os medicamentos se tornaram um dos principais alvos das quadrilhas especializadas em roubo de cargas. Segundo a Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados (Abradimex), cerca de 40% dos roubos de cargas farmacêuticas registrados no país ocorrem no Rio de Janeiro. Já levantamento da Nstech mostra que os remédios passaram de 1,7% dos prejuízos registrados no primeiro trimestre de 2025 para 22,3% no mesmo período deste ano, refletindo uma mudança no perfil das cargas visadas pelo crime organizado. De acordo com o presidente da Abradimex, Paulo Maia, as cargas costumam reunir medicamentos de alto custo destinados ao tratamento de câncer, doenças autoimunes e enfermidades raras. O setor afirma que o avanço desse tipo de roubo elevou entre 20% e 30% os custos de transporte, com reforço de escoltas armadas, veículos blindados e monitoramento, além de aumentar a dificuldade para contratação de seguros e o risco de desabastecimento no estado.
Levantamento revela onde as cargas mais são roubadas no Rio, estado que responde por 44% dos prejuízos nacionais
Relatório aponta concentração das ocorrências na Região Metropolitana, sobretudo em trechos urbanos e rotas internas, refletindo a mudança na estratégia das quadrilhas







