Dados de maio divulgados pelo Instituto de Segurança Pública mostram queda nos homicídios, feminicídios e assaltos a pedestres, mas revelam o avanço de roubos que alimentam as principais fontes de receita das facções criminosas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Criminosos trocam tiros com a polícia após roubo de carga na Rodovia Presidente Dutra — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 11:37 Redução de homicídios no RJ contrasta com aumento de roubos Os dados do Instituto de Segurança Pública revelam um cenário misto no Rio de Janeiro. Entre janeiro e maio, houve uma queda histórica nos crimes violentos, como homicídios e feminicídios, atingindo o menor nível desde 1991. No entanto, roubos de veículos e cargas, que sustentam facções criminosas, cresceram significativamente, com aumentos de 23% e 20,9% respectivamente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Estado do Rio de Janeiro registrou, entre janeiro e maio deste ano, o menor número de roubos de rua dos últimos 21 anos e a menor letalidade violenta (feminicídio, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção de agente do estado, roubo seguido de morte) para o período desde o início da série histórica, em 1991. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Ao mesmo tempo, os dados revelam aumento dos roubos de veículos e de cargas no acumulado do ano, justamente dois dos crimes mais explorados ultimamente pelas facções criminosas. Os roubos de rua — que incluem assaltos a transeuntes, de celulares e em coletivos — somaram 20.877 ocorrências nos cinco primeiros meses de 2026, uma queda de 19,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em maio, foram registrados 4.177 casos, redução de 13,3% na comparação com o mesmo mês de 2025 e o menor número para o período desde 2020. Entre as regiões do estado, Niterói apresentou a maior redução desse tipo de crime no acumulado do ano, com 276 ocorrências a menos, o equivalente a uma queda de 44,8%. Já Magé registrou o maior aumento proporcional, passando de 104 para 136 casos, alta de 30,8%. A tendência de queda também apareceu nos crimes contra a vida. A letalidade violenta — que reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado — registrou 1.528 vítimas entre janeiro e maio, redução de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado é o menor para o acumulado do ano desde o início da série histórica, em 1991. Em maio, a letalidade violenta somou 275 vítimas, queda de 11,3% em relação ao mesmo mês do ano passado e o menor patamar para o período desde 1991. Os homicídios dolosos registraram 1.137 vítimas nos cinco primeiros meses do ano, redução de 9,6%, enquanto as mortes por intervenção de agentes do Estado caíram 11,7%, para 294 casos — o menor resultado para o período desde 2014. Os feminicídios totalizaram 37 vítimas, cinco a menos do que no mesmo intervalo de 2025 Em sentido oposto, os roubos de carga e de veículos avançaram no acumulado do ano. Os ataques a cargas cresceram 20,9%, chegando a 1.576 registros nos cinco primeiros meses de 2026. Apesar da alta, maio fechou com 198 ocorrências, uma queda de 24,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e o menor número para o mês desde 1999. Já os roubos de veículos somaram 12.104 casos entre janeiro e maio, aumento de 23% na comparação com 2025. Em maio, foram registradas 1.796 ocorrências, alta de 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com abril deste ano, porém, o indicador recuou 29,5%.
Crimes violentos recuam no Rio, enquanto roubos de cargas e veículos avançam
Dados de maio divulgados pelo Instituto de Segurança Pública mostram queda nos homicídios, feminicídios e assaltos a pedestres, mas revelam o avanço de roubos que alimentam as principais fontes de receita das facções criminosas






