Estado foi um dos dois únicos do Brasil a registrar aumento desse tipo de crime em 2025, enquanto a média nacional caiu 7,7% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tentativa de roubo de celular no centro do Rio — Foto: Fotos de Domingos Peixoto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 10:38 Aumento de 22,7% nos roubos de celulares no Rio em 2025 desafia queda nacional O Rio de Janeiro registrou aumento de 22,7% nos roubos e furtos de celulares em 2025, ao contrário da queda nacional de 7,7%. Com 72.187 ocorrências, a capital está entre as 20 piores cidades no ranking nacional, com 793,7 casos por 100 mil habitantes. Durante o carnaval, o número de furtos e roubos de celulares subiu 14%, destacando o Centro do Rio como a área mais afetada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Enquanto o Brasil registrou queda nos casos de furto e roubo de celulares em 2025, o Rio de Janeiro seguiu na direção oposta. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Fbsp), mostram que o estado foi um dos dois únicos do país — ao lado da Paraíba — a registrar aumento desse tipo de crime. Foram 72.187 ocorrências no estado em 2025, contra 58.813 no ano anterior, uma alta de 22,7%, na contramão da redução de 7,7% observada no país. Numa leitura simples, a conta mostra que, em média, 198 celulares foram roubados ou furtados por dia no estado no ano passado. Já a capital fluminense aparece na 20ª posição entre os municípios brasileiros com as maiores taxas de furtos e roubos de celulares, com 793,7 ocorrências por 100 mil habitantes. No Brasil, foram registrados 792.284 furtos e roubos de celulares em 2025, ante 855.113 em 2024. Segundo o anuário, o número de ocorrências segue uma trajetória de queda desde o pico da série histórica, registrado em 2019, quando o país contabilizou mais de um milhão de casos. Além do Rio, apenas a Paraíba apresentou crescimento nos registros de subtração de celulares em 2025, com alta de 21,1%. As maiores reduções ocorreram no Rio Grande do Norte (-22,1%), Mato Grosso (-20,6%), Goiás (-19,6%), Amazonas (-19,2%) e Espírito Santo (-18,2%). O levantamento também aponta que os furtos e roubos de celulares permanecem concentrados nos grandes centros urbanos, principalmente em capitais e regiões metropolitanas. Entre os 20 municípios com as maiores taxas desse tipo de crime no país, 14 são capitais estaduais. O ranking é liderado por São Luís (MA), seguida por Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA). A cidade do Rio de Janeiro ocupa a 20ª colocação. Veja abaixo: São Luís (MA) – 1517,0Belém (PA) – 1487,0São Paulo (SP) – 1390,5Salvador (BA) – 1195,0Lauro de Freitas (BA) – 1144,5Porto Velho (RO) – 1123,2Manaus (AM) – 1107,1Olinda (PE) – 1060,3Ananindeua (PA) – 979,5Teresina (PI) – 975,3Recife (PE) – 965,3Cariacica (ES) – 932,2Vitória (ES) – 930,8Marituba (PA) – 863,2Macapá (AP) – 831,6Belo Horizonte (MG) – 831,3Natal (RN) – 806,8Itapecerica da Serra (SP) – 801,2Fortaleza (CE) – 796,0Rio de Janeiro (RJ) – 793,7 Já os roubos a transeuntes caíram no estado, mas em ritmo inferior ao observado no restante do Brasil. O Rio registrou redução de 10,7%, com os casos passando de 30.870 para 27.583. Apesar da queda, foi a menor registrada entre todas as unidades da federação. No país, a redução média foi de 23,4%. Em São Paulo, por exemplo, os registros caíram 21,4%, de 29.936 para 23.578 casos. Roubos e furtos de celular no carnaval No aumento registrado no estado também se refletiu na capital, especialmente durante grandes eventos. Como mostrou levantamento do Mapa do Crime com base em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), durante os seis dias oficiais do carnaval de 2025 foram registrados 2.248 roubos e furtos de celulares na cidade do Rio, alta de cerca de 14% em relação aos 1.973 casos contabilizados na folia de 2024. O Centro do Rio concentrou a maior parte das ocorrências. A região registrou 750 roubos e furtos de celulares, um crescimento de 46% em relação ao carnaval anterior, quando houve 515 registros. Com isso, um em cada três celulares roubados ou furtados na capital durante os dias oficiais de folia foi levado no Centro, onde passaram alguns dos principais blocos da cidade. Ao longo dos seis dias oficiais de carnaval, foram registrados, em média, 375 roubos e furtos de celulares por dia apenas no Centro, índice 2,5 vezes superior à média diária observada na cidade ao longo do restante do ano. Segundo o levantamento, bairros com intensa concentração de blocos, como Ipanema, Flamengo, Botafogo, Glória e Santa Teresa, também figuraram entre os locais com maior número de ocorrências.