Ligações o dia todo, mensagens de diferentes remetentes, abordagens que parecem não ter fim. Na contramão do que ocorre com a maior parte dos crimes no Brasil, o país vive uma explosão de casos de estelionato.

Foram 2,2 milhões de ocorrências registradas no ano passado (taxa de 1.059 casos por 100 mil habitantes), o equivalente a 258 casos por hora. Trata-se de um aumento de 429% na comparação com os 426 mil registros de 2018, primeiro ano da série histórica. Em relação a 2024, a alta foi de 3,1%.

Os dados constam da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e abrangem tanto estelionatos presenciais, como o golpe da maquininha, como aqueles que ocorrem por meio da internet.

O Fórum diz que a edição deste ano mostra que o estelionato se consolida como o principal crime patrimonial do país e que "há um quadro extremamente preocupante de crescimento" do delito.

Roubos convencionais vão na direção oposta. Todos os indicadores do delito recuaram em 2025: o de veículos caiu 20,6%; o de residências, 19,9% e o de estabelecimentos comerciais, 18,3%. Também caíram os roubos contra transeuntes (23,4%).