Em compensação, encanta-se com as histórias mais aleatórias que lhe chegam, às vezes do nada. Como o homem que interrompeu seu jantar, sentou-se à mesa e contou: "Sabia que eu fui dentista do Fagner?".

"Mandei uma mensagem para o Fagner com a foto: ‘esse cara foi seu dentista?’. Aí o Fagner respondeu que sim."

É esse tipo de episódio improvável que alimenta a literatura de Socorro Acioli, que conversou com Walter Porto, editor de Livros do jornal, na Casa Folha, nesta sexta (24). Autora de "A Cabeça do Santo" e "Oração para Desaparecer", ela lança nesta Flip "Amar É Inadiável", coletânea de textos que escreveu entre 2015 e 2022 para jornais.

A audiência riu muito. Socorro mais ainda. Mas não se engane. "Eu choro muito fácil, então tenho essa estratégia de já colocar tudo na chave do humor para me proteger", afirma. "Quando tem psicanalista na plateia, saca na hora."

A graça convive com inseguranças pouco conhecidas de uma autora consagrada. Desde que passou a escrever sua coluna semanal na Folha, diz atravessar um ritual que se repete a cada entrega.