Julho costuma trazer uma mudança no ritmo do dia a dia. Entre viagens, passeios e momentos de lazer, é comum que compromissos habituais fiquem em segundo plano, inclusive a prática de atividade física. Em vez de abandonar completamente os treinos, adaptar a rotina ao período pode ser uma forma mais eficiente de manter a constância e facilitar a retomada depois do recesso.

Segundo Rafael Uliani, formado em Ciências do Esporte, ex-atleta e CPO da ZiYou, empresa especializada em tecnologias de performance e bem-estar, o principal desafio não está na perda de condicionamento físico, mas na quebra do hábito.

“As férias costumam romper completamente a rotina. A atividade física ainda está muito associada a horários fixos e compromissos bem definidos. Quando essa estrutura desaparece, muitas pessoas interpretam esse período como uma pausa total dos hábitos, quando, na verdade, poderiam apenas adaptar a forma como se movimentam”, explica.

Interrupção da rotina pesa mais do que a perda física

De acordo com o especialista, uma interrupção curta dificilmente causa grandes impactos físicos para a maioria das pessoas. No entanto, permanecer várias semanas sem qualquer atividade aumenta as chances de abandonar a rotina de vez. Além disso, a falta de movimento pode reduzir a disposição, comprometer o bem-estar emocional e aumentar a sensação de ansiedade.