Levantamento reuniu imagens de satélite, vídeos e fotos; bombardeios afetaram infraestrutura operacional e áreas de permanência de tropas americanas na região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Foto verificada pelo New York Times mostra as consequências do mais recente ataque à Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia — Foto: Reprodução/X RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 14:31 Ataques iranianos causam destruição em bases dos EUA no Oriente Médio Uma análise do New York Times revela danos em nove instalações militares dos EUA no Oriente Médio após ataques iranianos. Utilizando imagens de satélite e vídeos, constatou-se destruição em alojamentos, sistemas de radar e abrigos para drones. A Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, foi uma das mais afetadas, resultando na morte de três soldados americanos. Há críticas sobre a transparência do Pentágono em relação aos danos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os ataques iranianos contra nove instalações dos Estados Unidos em todo o Oriente Médio nas duas semanas desde o colapso do cessar-fogo mostram que o país mantém a capacidade de causar danos a alvos específicos, apesar das repetidas alegações do governo do presidente Donald Trump de que as capacidades militares do Irã foram reduzidas ou destruídas. Uma análise visual do New York Times de bases militares americanas e outras instalações constatou que os ataques causaram danos a alojamentos e áreas de trabalho, abrigos para drones, sistemas de radar e outras estruturas. Um dos ataques, contra a Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, matou três soldados americanos e feriu outros. Uma autoridade militar disse ao jornal americano que quase uma dúzia de militares também ficaram gravemente feridos por ataques iranianos com mísseis e drones na Jordânia e em outros países neste mês, sendo transportados para um hospital militar dos Estados Unidos na Alemanha para tratamento. Quatro das instalações, incluindo a Base Aérea Muwaffaq Salti, já haviam sido atingidas nos primeiros meses da guerra, quando o Irã atacou 18 instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos em sete países. Ataques iranianos no Oriente Médio — Foto: Arte/O Globo Falta de imagens Determinar os danos às instalações militares americanas tem sido dificultado pela falta de imagens de satélite de alta resolução da região. O governo solicitou que os principais fornecedores americanos de imagens de satélite deixassem de divulgar esse material — prática de longa data, anterior ao governo Trump — alegando riscos para as tropas dos EUA. Mas a localização das bases é de conhecimento público, e o Irã divulga regularmente e em larga escala imagens de seus ataques contra esses e outros alvos americanos como parte de seus esforços de propaganda. O NYT avaliou os danos utilizando uma série de evidências visuais, incluindo imagens de satélite divulgadas pelo Irã, corroboradas por vídeos gravados dentro das instalações, além de fotografias e imagens de satélite de menor resolução da Nasa e da Agência Espacial Europeia. — Por razões de segurança operacional, o Departamento de Defesa se recusa a comentar imagens de satélite — disse um porta-voz do órgão, acrescentando: — Como a investigação sobre o incidente na Jordânia está em andamento, não temos nada a anunciar neste momento. Os três soldados mortos na sexta-feira — o primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos; a soldado Isabella Gonzales, de 19; e o sargento Angel Rampersad, de 28 — serviam em unidades de defesa antimísseis na base Muwaffaq Salti, um centro operacional da Força Aérea dos EUA. Nos dias que antecederam o ataque, o Irã já havia atingido o local pelo menos uma vez. Imagens de satélite mostraram que um hangar do aeródromo foi destruído em algum momento entre quarta e sexta. Alvos militares Após os ataques na noite de sexta, surgiu nas redes sociais um vídeo mostrando um projétil explodindo próximo a vários edifícios que se assemelham a alojamentos pré-fabricados. Não está claro se essa foi a mesma explosão que matou os soldados ou se as armas utilizadas eram mísseis, drones ou uma combinação de ambos. Em determinado momento, a pessoa que grava as imagens parece recuar para um abrigo enquanto destroços caem ao redor. Não há registros que mostrem se os sistemas de defesa aérea da base foram acionados. Uma fotografia também começou a circular pouco depois do ataque mostrando várias estruturas em chamas. A fonte original tanto da imagem quanto do vídeo, cuja autenticidade foi verificada, é desconhecida, mas provavelmente ambos foram registrados por militares que estavam na base. Posteriormente, o Irã divulgou diversas imagens de satélite mostrando que pelo menos 20 estruturas foram danificadas ou completamente destruídas. Imagem de satélite de alta resolução divulgada pelo Irã e verificada pelo New York Times mostra danos a várias estruturas de uma base aérea — Foto: Telegram/Fars News Agency Além do ataque à área que aparenta ser destinada aos alojamentos, os bombardeios iranianos também danificaram dois hangares e três abrigos para drones na base aérea. O Irã também atacou a Torre 22, um posto militar americano na fronteira norte da Jordânia com a Síria. A destruição foi observada pela primeira vez em imagens de satélite europeias de baixa resolução captadas na segunda, o que ajudou a confirmar o período em que ocorreu o ataque. No dia seguinte, a imprensa iraniana publicou uma imagem de satélite de maior resolução mostrando que uma das estruturas do posto havia sido destruída. Imagem de satélite divulgada pelo Irã e verificada pelo New York Times mostra danos a uma estrutura no posto militar Tower 22, na Jordânia — Foto: Telegram/Fars News Agency Um vídeo que começou a circular no Telegram na terça-feira, de origem desconhecida, mas cuja autenticidade foi verificada pelo NYT, mostrou um edifício reduzido a escombros na Torre 22. A ala sul da estrutura foi completamente destruída. Sob anonimato, uma autoridade americana disse que um pequeno número de militares ficou levemente ferido no ataque. Eles receberam atendimento e retornaram ao serviço. Em 2024, um ataque com drone contra o posto, que os EUA atribuíram a uma milícia apoiada pelo Irã, matou três militares americanos. O Aeroporto Internacional Rei Hussein, onde os militares americanos mantêm presença, também foi atingido, e hangares e um sistema de radar foram danificados em outras duas bases aéreas no país. O New York Times também verificou a autenticidade de imagens de satélite iranianas que mostram que um sistema de radar na Base Aérea Ahmad al-Jaber, no Kuwait, foi destruído por volta de 20 de julho, apenas seis meses após a conclusão de sua construção. A maioria dos ataques ocorridos no início da guerra teve como alvo infraestrutura militar, como sistemas de radar, complexos de defesa aérea e hangares de aeronaves. No entanto, alguns atingiram instalações destinadas ao pessoal militar, incluindo um contra um posto de comando improvisado no Kuwait que matou seis soldados americanos em março. Imagem de satélite de alta resolução divulgada pelo Irã e verificada pelo New York Times mostra danos a uma tenda militar dos EUA em Erbil, no Iraque — Foto: Telegram/Fars News Agency Em abril, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse a uma comissão do Congresso que “todas as medidas possíveis” estavam sendo adotadas para proteger os militares americanos nas bases do Golfo. Quatro instalações, incluindo a Base Aérea Muwaffaq Salti, voltaram a ser atingidas nas últimas duas semanas após já terem sido atacadas anteriormente durante a guerra. Em uma instalação naval no Bahrein, o Irã atacou armazéns, um local de radar e sistemas de comunicação com drones de ataque unidirecional durante a primavera. Agora, imagens de satélite mostram que um armazém foi atingido há duas semanas. As imagens de satélite também revelaram danos relativamente pequenos à Base Aérea Ali al-Salem, no Kuwait. Além disso, uma grande tenda militar foi destruída em uma instalação militar dos EUA no Aeroporto Internacional de Irbil, no Iraque, que também já havia sido alvo de ataques anteriormente durante a guerra.
Alojamentos, abrigos e sistemas de radar: Análise mostra danos em nove instalações militares dos EUA após ataques iranianos
Levantamento reuniu imagens de satélite, vídeos e fotos; bombardeios afetaram infraestrutura operacional e áreas de permanência de tropas americanas na região









