Na semana que antecedeu a ofensiva iraniana na última sexta-feira (17) que matou dois soldados dos Estados Unidos e deixou outro desaparecido na Jordânia, o Irã fez outros três ataques contra as forças americanas no país.

Essas operações feriram dezenas de militares americanos e danificaram vários helicópteros, segundo várias autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.

O Pentágono não divulgou os ataques anteriores nem as baixas e os danos que eles causaram. Nas redes sociais, seu porta-voz publicou na segunda (20) que o número de baixas militares causadas por ataques iranianos desde 7 de julho havia subido para quase cem.

O episódio é o mais recente exemplo, durante o conflito com o Irã, da tensão entre o que o Pentágono afirma ser a necessidade de segurança operacional e a obrigação do governo de informar o público sobre a condução da guerra.

Em declarações após os ataques aéreos contra alvos militares iranianos na semana passada, o Comando Central dos EUA afirmou que estava retaliando as ofensivas do Irã contra navios comerciais que transitavam pelo estreito de Hormuz, sem nunca mencionar as ações contra bases americanas na região, inclusive na Jordânia.