O relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o acidente com o avião da Voepass concluiu que o copiloto, que conduzia os momentos finais do voo, aplicou comandos contrários ao sistema automático de proteção, contribuindo para agravar a perda de controle da aeronave, que caiu em Vinhedo (SP) em agosto de 2024.
Segundo a investigação, quando o sistema contra estol (ou "stall", que é a perda de sustentação) empurrou automaticamente o manche para frente para recuperar a capacidade ascensional da aeronave, o copiloto aplicou força na direção oposta, puxando o comando para trás.
O conflito entre a atuação do tripulante e o sistema automático teria acionado o mecanismo de desacoplamento dos profundores, fazendo com que as superfícies de comando passassem a operar de forma independente e agravando de forma irreversível a perda de controle.
O relatório, divulgado nesta quinta-feira (23), conclui que o acidente foi resultado de uma combinação de fatores operacionais, técnicos e organizacionais. Além da atuação da tripulação nos instantes finais do voo, o Cenipa aponta falhas na gestão da manutenção da Voepass, omissão sobre a gravidade de danos sofridos pela aeronave meses antes da queda e deficiências na fiscalização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).











