O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rechaçou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) em decorrência de investigação do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) que aponta práticas de trabalho forçado na produção de bens importados.
"Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais", diz a nota oficial.
Assim como na nota emitida pelo governo na aplicação das últimas tarifas, a gestão voltou a falar em acionar os mecanismos da Lei da Reciprocidade, além de recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio).
"Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC."
Apesar do que dizem os comunicados oficiais, a equipe econômica de Lula adotou um tom diferente em relação a acionar a lei, após setores da economia afetados pelo tarifaço pedirem à cúpula do governo negociações para tentar reverter as taxas sem recorrer a medidas de reciprocidade.












