Respeitar os adversários, jogar com lealdade, aceitar a derrota com dignidade, ser honesto durante e após o jogo, e não usar a violência são qualidades que se tornam cada vez mais raras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Espanha campeã — Foto: JUAN MABROMATA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 18:47 "Lições de Fair Play: Contraste Entre Espanha e Argentina no Futebol" O artigo destaca o contraste entre as atitudes de Espanha e Argentina no futebol, enfatizando lições valiosas para as crianças. Enquanto a Espanha venceu a Copa com mérito e fair play, a Argentina demonstrou comportamentos antiesportivos. O texto critica a deslealdade e o racismo presentes, elogiando a postura espanhola e defendendo que ídolos esportivos devem promover o bem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A justiça foi feita: a Espanha é campeã do mundo. Torci por ela, como a maioria dos brasileiros. Na Copa passada eu fui até Buenos Aires, para torcer pelos “hermanos” ao lado de um grande amigo, na final de 2022. E vibrei com o título argentino — eles mereceram. Mas desta vez foi diferente, e vale a pena parar para pensar no porquê, porque há uma lição importante para nossos filhos nesse contraste. A Argentina chegou à final com a raça e a força mental que já conhecemos, capaz de virar jogos até o apito final — isso é admirável. Mas o caminho até lá foi marcado por catimba, deslealdade e agressão física. E diversas atitudes antiesportivas: comemorar gols rindo na cara dos adversários, como contra a Inglaterra, fazer faltas sem bola, agredir jogadores fora do lance, para que o juiz não visse (até tapa na cara de um jogador do Egito houve), enfim, todo um repertório de antijogo. Na final, foram diversas faltas violentas, fingimentos, tentativas de armar a expulsão de um espanhol enganando o juiz... um show de falta de fairplay. Essas atitudes chegaram a seu clímax após o término da final: mal a Espanha começou a comemorar o merecido título, Rodri, que voltava a campo para comemorar, levou uma ombrada violenta de Molina. Na sequência, Paredes derrubou o meia Gavi e se formou numa confusão generalizada. Foi preciso o próprio técnico argentino tirar seus jogadores de cima dos campeões. Os argentinos foram aplaudidos pelos espanhóis ao irem receber suas medalhas de prata. E aí a equipe portenha protagonizou um infeliz espetáculo: ficou ostensivamente de costas para a cerimônia de premiação dos espanhóis. Patético. O fair play, que devia ser parte inseparável do esporte e uma de suas mais importantes lições, foi esquecido, atropelado. Mais grave ainda foi o comportamento de parte da torcida argentina ao longo do torneio: manifestações repetidas de racismo, contra jogadores negros e contra torcedores de países africanos. E o silêncio dos jogadores e do técnico diante disso incomoda. Messi é praticamente uma divindade na Argentina — uma palavra sua contra o racismo teria um efeito potente para reduzi-lo. Ele preferiu o silêncio. A Espanha, ao contrário, jogou melhor, mereceu o título e, mesmo provocada, manteve a postura. E há um símbolo bonito nisso: horas antes de a bola rolar na final, o ídolo espanhol Lamine Yamal, de 18 anos, foi anunciado embaixador da Unicef pelo direito de brincar das crianças. Uma seleção com um garoto, que veio da miséria, defendendo a infância— enquanto nós, brasileiros, temos um “ídolo” que é “embaixador” de casas de apostas, induzindo seguidores a perder dinheiro e se viciar. Seu reinado, espero, terminou nesta Copa. Essa é uma lição que vale a pena levar para casa: talento e garra são parte do esporte, mas não bastam. O que separa um grande ídolo de um mau exemplo é o que ele faz dentro e fora do campo. Respeitar os adversários, jogar com lealdade, aceitar a derrota com dignidade, ser honesto durante e após o jogo, e não usar a violência são qualidades que se tornam cada vez mais raras num futebol dominado por interesses comerciais, cifras imoralmente astronômicas de dinheiro e mais recentemente casas de aposta, cassinos que arruínam os mais vulneráveis e favorecem inclusive o crime e a má política. Um ídolo deve usar sua voz e sua imagem para proteger e promover o bem, e não para enganar e manipular. É por esse tipo de jogador que nossos filhos deveriam se apaixonar, e levar seu exemplo para suas vidas.
O que o futebol pode ensinar aos nossos filhos: a lição de Espanha e Argentina
Respeitar os adversários, jogar com lealdade, aceitar a derrota com dignidade, ser honesto durante e após o jogo, e não usar a violência são qualidades que se tornam cada vez mais raras








