A derrota traz muitas lições importantes: aceitar a perda, aprender com os nossos erros, persistir e tentar de novo, respeitar quem ganhou 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Menina chateada — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 11:50 Derrota do Brasil na Copa: Lições de Resiliência para Crianças A eliminação do Brasil na Copa serve como uma valiosa lição para crianças, ensinando-as a lidar com a perda e a frustração. Crianças precisam de um exemplo positivo dos adultos para aprender a aceitar derrotas, reconhecer erros e respeitar adversários. A crise no futebol brasileiro destaca a necessidade de reformulação na CBF e ética no esporte, enquanto pais devem guiar filhos a reagir de forma construtiva às decepções. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As crianças estão tristes com a saída do Brasil da Copa. Como consolá-las, como fazê-las entender o que aconteceu e aceitar a perda e a derrota? Como fazer dessa eliminação uma lição de vida para nossos filhos? Creio que a maioria dos adultos que acompanha o futebol não esperava muito dessa seleção. Um time descaracterizado, composto por técnico e jogadores “estrangeiros”; pessoas que não vivem no Brasil na sua maioria, que não conhecem nossa realidade, que não vivem a alma brasileira. Quase todos vivem de forma nababesca na Europa, mais preocupados em ganhar dinheiro com patrocínios. Ostentam relógios caríssimos, levam barbeiros pessoais e contratam fotógrafos para fazer fotos para as redes sociais. Um jogador que deveria estar aposentado há tempos fez propaganda de bet no momento em que foi convocado, quando sabia que teria alto engajamento. E assim foi: enquanto a Noruega fazia história, o Brasil fazia stories. Vimos um time, especialmente no segundo tempo dessa partida, sem alma, sem dedicação, ausente, permitindo que o adversário comandasse o jogo. Mais que um problema técnico, foi falta de luta e presença de espírito, de entendimento do que significa defender a seleção — e a nação —brasileira. E para coroar essa atuação, faltando segundos para acabar o jogo, uma figura tóxica vai fazer bravatas com o goleiro, dar ombradas em adversários, expondo seu ego gigante e imaturo —para em seguida fazer cena de choro para milhões assistirem. Um péssimo exemplo para crianças que ainda o idolatram. Felizmente sua era acabou —talvez esse seja o melhor augúrio para nossa seleção. O Brasil precisa de um projeto de longo prazo e de uma reformulação total na CBF se quiser vencer uma copa nos próximos anos. Tenho poucas esperanças de que isso aconteça. A CBF tem um histórico de corrupção conhecido. Desde Havelange, diretores se envolveram seguidamente em escândalos e negociatas; foram banidos do futebol, impedidos de viajar ou presos. A FIFA não parece ser muito melhor. A última “jogada” foi inacreditável. Infantino, já acusado de favorecer certas equipes, aceitou anular a suspensão da estrela do time americano, a pedido de Trump. É uma atitude repugnante, absurda, inaceitável, que quebra a ética mais básica do futebol. E tudo tende a piorar com o futebol dominado pelas bets. Mas e as crianças? O que vão aprender com esse episódio depende da nossa atitude. Se reagimos com violência ou gritos, podem reproduzir o exemplo diante de frustrações e derrotas no futuro. Em um vídeo nas redes sociais, crianças queimavam os tão adorados álbuns de figurinhas após a eliminação, incentivadas e filmadas pelos pais. Que péssima lição estão ensinando. Antes de mais nada, é preciso acolher sua dor e consolá-las. Mas é importante relativizar a tristeza e dar a ela sua devida dimensão. Crianças precisam ter, nos adultos de referência, um espelho de como se comportar e reagir quando se frustrarem, quando encararem perdas e derrotas. Devemos mostrar que perder faz parte da vida, e especialmente parte do esporte, claro. Não conseguir tudo que queremos ou almejamos é óbvio para adultos (a maioria, ao menos), mas a criança ainda está aprendendo esse fato da vida. A derrota traz essa e muitas outras lições importantes: aceitar a perda, aprender com os nossos erros, persistir e tentar de novo, respeitar quem ganhou. São aprendizados muito importantes, dos quais não devemos proteger as crianças. As perdas e decepções que vivemos ao longo da infância, por mais que sejam relativas a grandes paixões como o futebol, são escolas de vida, e nos preparam para frustrações bem maiores que virão ao longo da nossa existência. E agora, que tal escolher com os filhos uma outra seleção para torcer? Quem sabe dessa vez a gente ganha.