Já falei aqui que não entro mais em redes (anti)sociais, mas isso não quer dizer que não passo tempo olhando para a tela do meu telefone e interagindo com ela. Adoro um joguinho, sobretudo os de raciocínio espacial. HighRise, 1010!, Cast, TripleTown, Royal Match (sucedâneo do meu adorado Candy Crush) e Woodoku são meus favoritos naquela meia hora de limbo entre fechar a porta do avião e chegar em altitude cruzeiro, quando posso abrir o laptop para escrever.
Em geral ignoro facilmente os anúncios, mas, entre rodadas de Woodoku, um me prendeu a atenção. Sem instruções, uma mesa com um drinque tropical distante e outro menor, mais próximo e com uma linha de mira saindo dele, convidavam o dedo à ação. Fácil: tentativa e erro logo mostraram que era só tocar o drinque menor, movê-lo para os lados, e tirar o dedo da tela para fazê-lo deslizar até o fim da mesa ao encontro do drinque maior, e um novo drinque aparecia. Joguei outro, e mais outro, pois eu já sabia que a cruzinha pra fechar o anúncio e voltar ao Woodoku só apareceria assim.
Mas então a mágica aconteceu: um drinque, em resposta à minha ação, encontrou outro igual, e os dois se transformaram em um drinque maior, mais enfeitado, de nova cor. Senti luzinhas se acenderem em meu cérebro, que imediatamente vislumbrou novas possibilidades: de um besta puxar-e-soltar inicial, minhas ações ganharam upgrade para pensamento estratégico, sobretudo quando a tentativa-e-erro mostrou que havia uma hierarquia de drinques, ou seja, quais se transformavam em quais. Já já meu cérebro estava se deliciando em montar reações em cadeia altamente satisfatórias.







