Analistas da Signum Global desenvolveram uma fórmula matemática baseada na sensibilidade do presidente americano a preço do petróleo, rendimentos dos Treasuries, desempenho do S&P 500 e |travessias por Ormuz O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein Conhecido no mercado financeiro pelo termo TACO, de “Trump Always Chickens Out” — algo como “Trump sempre amarela”, em tradução livre —, o padrão de recuos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante da volatilidade dos mercados ganhou uma métrica quantitativa. Analistas da consultoria de geopolítica Signum Global Advisors desenvolveram uma fórmula matemática baseada na sensibilidade do presidente americano a quatro variáveis: o preço do petróleo Brent, os rendimentos dos Treasuries de dez anos, o desempenho do S&P 500 e o número de travessias pelo Estreito de Ormuz. Liderada por Andrew Bishop, a equipe atribuiu pesos a esses componentes e tomou 7 de março como ponto de partida, uma semana após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã pela primeira vez. Em seguida, comparou os dados a três momentos anteriores de mudança de postura de Trump: a guinada para negociações de cessar-fogo, em 22 de março; a aceitação de um cessar-fogo, em 7 de abril; e a decisão de concentrar esforços em um acordo preliminar, em 18 de maio. Segundo a Signum, os dados indicam que Trump costuma agir quando esses indicadores registram um movimento entre 2,3 e 3,4 desvios-padrão, com média de 2,9 desvios-padrão. Aplicando o modelo ao cenário atual, os analistas afirmam que ainda não chegou a hora de um novo “TACO”, mas que esse momento está se aproximando. “Uma extrapolação linear sugere que um TACO poderia ocorrer já a partir de 22 de julho e ‘deveria’ acontecer, no mais tardar, até 30 de julho, a menos que as condições melhorem materialmente, o que parece improvável. O histórico sugere 26 de julho como a data mais provável”, disseram os analistas da Signum. A análise foi divulgada em meio à pressão renovada sobre os ativos globais. Na quarta-feira (22), os contratos futuros de petróleo atingiram o maior nível em seis semanas, enquanto os futuros das ações americanas operavam em queda.