Presidente americano parece ter desistido de firmar acordo com Teerã pode retomar a guerra total em breve, motivado pela frustração e por sentimento de vingança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aeronaves no convés do porta-aviões dos EUA USS Nimitz — Foto: Marinha dos EUA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 19:43 Trump Intensifica Poderio Militar no Oriente Médio e Aumenta Tensão com Irã O presidente Donald Trump aumentou o poderio militar dos EUA no Oriente Médio, sinalizando uma possível retomada da guerra total contra o Irã. Frustrado com o conflito e motivado por vingança, Trump cogita ataques maiores, incluindo alvos iranianos e infraestrutura civil. A movimentação militar coincide com a falta de progresso diplomático e recentes ataques envolvendo aliados do Irã. A decisão de ampliar o conflito, impopular nos EUA, gera preocupações econômicas e políticas, especialmente em ano eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quase 150 dias depois de lançar a “Operação Fúria Épica” contra o Irã, com a promessa — não cumprida — de uma vitória rápida e total, o comando militar dos EUA aumentou seu poderio armado no Oriente Médio, e o presidente Donald Trump cogita voltar ao estado de guerra total. De acordo com a imprensa americana, novas aeronaves, armamentos e pessoal estão em prontidão, e podem ampliar a lista de alvos para além do território iraniano. Uma estratégia que, de acordo com pessoas próximas a Trump, carrega uma dose de frustração do presidente com o conflito e pitadas de desejo de vingança contra Teerã. Segundo o Wall Street Journal, citando fontes do Pentágono e dados de serviço de monitoramento aéreo, houve um aumento nos voos de aeronaves de carga para bases operadas pelos americanos no Oriente Médio e associadas a equipes de operações especiais. A mobilização de bombardeiros de longo alcance, como os B-1, de caças F-16 e F-35 de bases na Europa, além de aeronaves de reabastecimento, dá ao presidente opções para ataques mais numerosos se assim ele decidir. Há ainda quase 20 navios de combate, além de dezenas de milhares de soldados e oficiais. A movimentação coincide com a retomada das ações contra o território iraniano e com a agressividade dos discursos do presidente. No começo do mês, diante da falta de avanços nas negociações com o Irã e de incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz, ele disse que o memorando de entendimento firmado em junho havia chegado ao fim, e que voltaria a bombardear os iranianos com força. Agora, a ameaça é de guerra total. — Estou cogitando um ataque de grande porte. Maior do que qualquer outro já realizado. Estou prestes a tomar uma decisão. Estamos prontos para isso — disse ao portal Axios na quinta-feira. — Eles ainda não sofreram o suficiente. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRA​HIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países Mais recentemente, os ataques da milícia houthi, aliada do Irã, contra navios no Estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, incluiu o grupo iemenita na lista de ameaças. No ano passado, Trump bombardeou os houthis em mais de uma ocasião, e disse que voltará a fazê-lo caso o tráfego naval na área, por onde passa boa parte com comércio global, seja prejudicado. Ao contrário do que alegou a Casa Branca há algumas semanas, o Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico, segue longe de retornar à normalidade vista antes de fevereiro. Na tarde desta sexta-feira, Trump se reuniu com conselheiros para decidir os novos passos na guerra, sem revelar se uma decisão foi tomada. A jornalistas na Casa Branca, declarou que está “pronto para agir”, em termos militares, mas disse que ainda existe algum tipo de diálogo (indireto) com Teerã. Na véspera, os iranianos rejeitaram uma proposta da Casa Branca, entregue pelo premier do Iraque, Ali al-Zaidi, em visita à capital iraniana, sem dar maiores detalhes. — Estamos prontos para avançar, mas estamos conversando com eles; então, talvez haja, ou talvez não, um ponto de virada — afirmou o presidente americano. — Talvez eles se rendam, ou talvez simplesmente desistam, ou talvez apenas se escondam em uma caverna. As baixas militares acrescentam uma camada trágica a um conflito cujos objetivos não são claros e põe em xeque o discurso de superioridade de Washington. Desde março, 18 militares morreram (sendo que três no último fim de semana) e dezenas ficaram feridos, e o número de médicos e enfermeiros foi reforçado pelo comando militar, afirma o Wall Street Journal. — Sempre que o governo Trump reforçou a presença militar, ele fez uso dela — disse Dana Stroul, ex-subsecretária adjunta de Defesa para o Oriente Médio no governo de Joe Biden, ao Wall Street Journal. — O dilema é que simplesmente não existe solução militar aqui com esse regime intacto. Não é possível eliminar todos mísseis e drones, e o poder aéreo e naval limitado, por si só, é insuficiente para mudar a abordagem fundamental do regime. Nos bastidores, assessores comentam que a frustração de Trump com a ausência de boas notícias é o sentimento dominante na Casa Branca, e que também move o republicano no planejamento de guerra. Citadas pela agência Bloomberg, essas fontes dizem que o presidente não planeja recuar, e que considera que o Irã ainda não pagou o preço estipulado por ele no início do conflito. Mesmo com o petróleo perto dos US$ 100, a popularidade em queda e com a derrota se aproximando nas eleições legislativas de novembro, quando pode perder o controle do Congresso. — Trump realmente não tem escolha. Ele colocou um compromisso sobre a mesa. Ele não vai se render, mesmo que perca as eleições — disse ao portal Politico James Jeffrey, um ex-embaixador que serviu no Oriente Médio em três governos passados, incluindo no primeiro mandato de Trump. Apesar dos problemas econômicos, o regime segue no poder, com capacidade para causar estragos ao redor do Oriente Médio e, como visto com os houthis, expandir a crise para além do Estreito de Ormuz. Os planos de uma vitória rápida, como na intervenção de janeiro na Venezuela, foram trocados por sinais de que essa pode ser mais uma das “guerras eternas” dos EUA. — Acredito que estamos diante de um período prolongado de escalada entre os EUA e a rede de ameaças do Irã, que inclui os houthis — disse à Bloomberg Michael Knights, chefe de pesquisa da consultoria Horizon Engage. — Ambos têm condições de sustentar o conflito por muitos meses. (Com The New York Times e Bloomberg)