A falta de recursos tem comprometido ações básicas da ANM (Agência Nacional de Mineração), órgão que fiscaliza a exploração do setor no país. Isso inclui o destino da nova bandeira econômica propalada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os minerais críticos.

A ANM deixou de atender um pedido de apoio de investigação da PF (Polícia Federal) porque não tinha dinheiro para enviar fiscais ao local. As viagens, assim como uma série de novos programas da agência, estão vetadas.

A delegacia da PF em Londrina havia solicitado apoio técnico em uma investigação sobre mineração irregular no Paraná. O pedido, feito em abril e que ficou sem resposta, foi reiterado na semana passada. Os agentes queriam saber se a ANM tinha feito uma fiscalização presencial na área que é alvo do inquérito e pediram relatórios produzidos e eventuais sanções aplicadas.

A resposta foi de que, "até o momento, não foi possível realizar vistoria presencial na área objeto da investigação", devido às "severas restrições orçamentárias impostas à Agência Nacional de Mineração, que impactaram diretamente a realização de deslocamentos e atividades de campo durante os exercícios de 2025 e 2026".

O trabalho poderá ser feito quando forem restabelecidas as condições orçamentárias, explica a agência vinculada ao MME (Ministério de Minas e Energia).