A PF (Polícia Federal) indiciou o diretor-geral da ANM (Agência Nacional de Mineração), Mauro Sousa, por suspeita de integrar uma associação criminosa voltada à exploração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Minas Gerais.

Procurado pela Folha, Souza disse que vai se pronunciar assim que tiver acesso à íntegra do relatório, o que, segundo ele, ainda não ocorreu. Ele está à frente da ANM desde 2022.

De acordo com a PF, Sousa se utilizou da função pública para atender a interesses privados da empresa Empabra Green Metals, investigada por lavra irregular, usurpação mineral e outras infrações ambientais.

Além do diretor-geral da ANM, outras 50 pessoas foram indiciadas em dois inquéritos que apuram o esquema, no âmbito das operações Rejeito e Parcours, que tramitam na superintendência da PF em Minas.

A lista de indiciados inclui outro diretor da ANM, Caio Trivelatto; um ex-assessor do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Pablo César de Sousa; e o empresário de mineração Lucas Kallas, que já foi parceiros de negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como principal investidor.