Ataque a navios sauditas feito por rebeldes Houthis do Iêmen elevou as preocupações dos agentes financeiros em torno de uma escalada ainda maior do conflito, Manhã no mercado: Petróleo se aproxima de US$ 100 e pressiona juros globais — Foto: Imagem obtida de um vídeo divulgado pela Reuters. Observator Antena1/Divulgação O aumento das tensões no Oriente Médio continua no centro das atenções dos participantes do mercado e já leva o preço do barril do petróleo Brent a se aproximar, novamente, da marca simbólica de US$ 100. O ataque a navios sauditas feito por rebeldes Houthis do Iêmen, que são aliados do Irã, elevou as preocupações dos agentes financeiros em torno de uma escalada ainda maior do conflito, o que se reflete em um aumento do prêmio de inflação precificado nas curvas de juros. As taxas de longo prazo, inclusive, começam a alcançar níveis de alerta e, junto às tensões geopolíticas, pesam no desempenho das bolsas, que ainda sofrem com a desconfiança em torno do capex das big techs. O mercado amanhece nesta quinta-feira novamente atento ao Oriente Médio, após os ataques a petroleiros sauditas, que, de acordo com os Houthis, teriam violado um bloqueio naval imposto pelo grupo rebelde dos Houthis. Investidores, assim, voltam a cobrar um prêmio de risco geopolítico maior, na medida em que também aumenta a preocupação com a oferta de petróleo e de derivados. Há pouco, na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para setembro subia 4,55%, a US$ 98,35. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega também em setembro avançava 3,78%, a US$ 90,11 por barril. Em um contexto de nova pressão dos preços do petróleo, os juros globais continuam a se ajustar para cima e, desde a sessão de ontem, há um aumento das preocupações dos investidores com o nível das taxas no mercado de Treasuries, especialmente nos vencimentos mais longos da curva. O retorno do papel de 30 anos opera a 5,16% na manhã desta quinta-feira e encosta nos maiores níveis desde 2007, o que tem emitido um sinal de alerta em Wall Street. Já as TIPS de 30 anos, os títulos indexados à inflação americana, subiram a 2,93% ontem, maior nível desde 2008. Nos vencimentos de curto prazo também há uma reprecificação em curso, ainda que de forma mais tímida. Na prática, o mercado trabalha com 34% de probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros americanos na próxima semana. Sete dias atrás, a chance estava em apenas 11%, de acordo com os contratos futuros dos fed funds compilados pelo CME Group. Nesta manhã, o Banco Central Europeu (BCE) se reúne, mas a expectativa é em torno da manutenção das taxas de juros, com um possível aumento ficando somente para setembro. O processo em andamento de reprecificação dos juros nominais e reais nos EUA tem ajudado a pressionar as ações em Wall Street. Há pouco, os futuros do S&P 500 recuavam 0,34% e os do Nasdaq cediam 0,36%, em um processo que contempla, ainda, um agravamento do risco relativo ao capex das big techs. No balanço divulgado ontem, a Alphabet, controladora do Google, informou um capex no segundo trimestre deste ano que superou as estimativas de consenso, o que voltou a deixar o mercado mais desconfiado quanto aos investimentos em inteligência artificial (IA). As ações da companhia caíam 4,13% nos negócios do pré-mercado. No Brasil, o movimento externo deve ser o principal catalisador para os negócios ao longo do dia. Há, contudo, outros fatores que devem ficar no radar do mercado, como o leilão de títulos prefixados, em que agentes esperam uma redução dos lotes na comparação com as semanas anteriores, no momento em que o mercado de juros doméstico também tem registrado uma alta firme das taxas futuras.
Manhã no mercado: Petróleo se aproxima de US$ 100 e pressiona juros globais
Ataque a navios sauditas feito por rebeldes Houthis do Iêmen elevou as preocupações dos agentes financeiros em torno de uma escalada ainda maior do conflito,










