A cotação do petróleo Brent voltou a fechar acima dos US$ 90 por barril pela primeira vez desde a segunda semana de junho, com preocupações sobre o suprimento de curto prazo após novo fechamento do estreito de Hormuz e ameaças de rebeldes houtis à Arábia Saudita.

O cenário de guerra duradoura, piorado pelo recrudescimento do conflito entre Rússia e Ucrânia, preocupa especialistas. Nesta quarta-feira (21), o banco Goldman Sachs previu que, caso a situação atual perdure, o barril pode bater US$ 120 no quarto trimestre.

O Brent encerrou o pregão a US$ 91,59, alta de 2,66%. O petróleo WTI, negociado em Nova York, terminou o dia cotado a US$ 84,54 por barril, alta de 2,5%.

Os analistas do Goldman Sachs dizem que os principais impulsionadores de alta nos preços são interrupções no transporte em Hormuz e, potencialmente, no Mar Vermelho. Também pesam danos à infraestrutura de energia decorrentes das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.

A guerra afeta especialmente o abastecimento de diesel, justamente em um momento de alta na demanda, tanto na Europa quanto no Brasil. Lá, distribuidoras começarão em breve a fazer estoques para o inverno. Aqui, o consumo é puxado pelo transporte da safra agrícola.