Ataques de houthis e escalada entre EUA e Irã explicam a alta nas cotações Os contratos futuros de petróleo dão continuidade à tendência de alta vista ao longo da semana e disparam nesta quinta-feira, em meio à continuidade dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã. Foram registrados novos ataques à petroleiros no Estreito de Ormuz e os Houthis, do Iêmen, assumiram a autoria de uma ofensiva militar contra dois navios sauditas, dando início ao embargo marítimo prometido há alguns dias. Próximo às 7h25 (horário de Brasília), o petróleo Brent com entrega para setembro subia 4,95%, a US$ 98,73 por barril, na ICE. O WTI com vencimento para o mesmo mês tinha alta de 4,24%, a US$ 90,51, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os Houthis atacaram os dois navios sauditas alegando a violação do bloqueio naval imposto pelo grupo na segunda-feira desta semana. A implementação da medida cria mais uma restrição no transporte global de petróleo e pode pressionar ainda mais os preços do barril. Com cerca de 4 milhões de barris por dia de exportações de petróleo saudita transitando atualmente pelo Mar Vermelho, qualquer interrupção prolongada nesse corredor poderia restringir significativamente a oferta global de petróleo, explica Soojin Kim, do MUFG. Segundo a analista, o impasse criado pelos Houthis aumenta a probabilidade do preço do Brent de se aproximar de US$ 100 por barril, caso as tensões permaneçam. Enquanto isso, os EUA conduziram mais uma rodada de ataques contra o Irã, que retaliou em direção às bases militares americanas na região do Golfo Pérsico, marcando o décimo segundo dia consecutivo de hostilidades entre os países. A Guarda Revolucionária iraniana informou a explosão de um navio ao tentar passar pelo que descreveram como uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz. Plataforma de petróleo — Foto: Unsplash
Petróleo dispara e opera acima de US$ 98 por barril
Ataques de houthis e escalada entre EUA e Irã explicam a alta nas cotações






