O preço do petróleo voltou a disparar nesta quarta-feira (22) com novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar os ataques ao Irã principalmente na região de Kolang Gazla, no centro do Irã, onde haveria uma instalação nuclear fortemente protegida.
"Vamos atacar essa área muito em breve, e com muita força", afirmou o republicano nessa terça-feira (21). A promessa da ação militar ocorre em um momento de crescente ansiedade entre os operadores de petróleo, com o trânsito de petróleo pelo estreito de Hormuz tendo diminuído drasticamente nos últimos dias e os estoques globais caindo para níveis criticamente baixos.
A situação levou a cotação do barril Brent, referência mundial, a disparar na madrugada desta quarta. Após abrir a sessão por volta de US$ 92, o preço alcançou US$ 95,47, por volta das 6h45 (horário de Brasília), aumento de 4,9% em relação ao fechamento de terça-feira (21). O valor é o maior desde 11 de junho, quando o commodity alcançou US$ 95,50.
Às 9h50, a negociação estava em US$ 93,95, valorização de 3,23%. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava cotado a US$ 86,80, alta de 2,92%.
A nova ameaça de Trump foi motivada pela suspeita do governo norte-americano que o regime iraniano teria transferido componentes essenciais para a construção de uma arma nuclear para uma instalação profundamente enterrada sob Kolang Gazla, conhecida como Montanha Picareta.










