O estado de São Paulo registrou o segundo menor patamar de mortes violentas do país em 2025, com uma taxa de 7,8 casos por 100 mil habitantes —atrás apenas de Santa Catarina, com 7,6 por 100 mil. Por outro lado, o estado tem visto crescer os crimes de estelionato, como os golpes: foram 833 mil casos ao longo do ano passado.

Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), São Paulo registrou 3.615 mortes violentas intencionais, uma queda de 3% em relação ao ano anterior. No entanto, o número é maior que o anotado em 2023 com 3.480 óbitos (menor dado da série histórica, que teve início em 2012, com 6,3 mil mortes violentas intencionais).

Embora o número de vítimas de homicídio doloso (quando há intenção de matar) tenha caído de 2.630 em 2024 para 2.527 em 2025, as mortes cometidas por policiais civis e militares, de folga ou em serviço, cresceram: passaram de 813 para 835.

A alta foi puxada pelos PMs em serviço, responsáveis por 700 casos, 51 mortes a mais do que no ano anterior. No cômputo geral, as mortes por agentes públicos representaram 23% do total de mortes violentas no estado, ante 21,7% no ano anterior.

Se as mortes indicam uma tendência de queda em São Paulo, os golpes seguem cada vez mais ativos.