A boa notícia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública é que a taxa geral de mortes violentas intencionais caiu no ano passado para o menor nível desde 2012 O Brasil teve 40,7 mil mortes violentas intencionais de janeiro a dezembro do ano passado, uma queda de 8,2% em relação ao período anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado ontem. A taxa de assassinatos ficou abaixo dos 20 mortos por 100 mil habitantes pela primeira vez na série histórica iniciada em 2012: 19,1 - essa estatística vem caindo gradualmente desde o pico de 31,2 registrado em 2017. Trata-se sem dúvida de uma boa notícia, porém, ela é parcial. Nos detalhes, o Anuário revela que a violência sobre grupos mais vulneráveis da sociedade continua elevada, em alguns casos até aumentou, como o feminicídio. As mortes por intervenção da polícia também continuam em alta, assim com a violência contra negros e a comunidade LGBTQIAPN+. Continua sendo alarmante a assimetria racial em todo o país: os negros formam a esmagadora maioria das vítimas (79,7%). Outro dado preocupante, as mortes violentas intencionais aumentaram em sete Estados, a maioria na fronteira nacional, reflexo do maior conflito resultante das dinâmicas dos grupos criminais organizados.
Violência racial, policial e contra mulheres segue alta
A boa notícia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública é que a taxa geral de mortes violentas intencionais caiu no ano passado para o menor nível desde 2012











