A CGU (Controladoria-Geral da União) deve mirar o patrimônio de Daniel Vorcaro e de outros sócios do Banco Master em nova frente da investigação que apura a responsabilidade da instituição financeira nos atos suspeitos de corrupção de servidores do Banco Central, segundo técnicos ouvidos pela Folha.

O órgão avalia ultrapassar a esfera jurídica do Master e alcançar os recursos dos antigos controladores do banco em eventuais sanções. A estratégia leva em consideração que o conglomerado foi liquidado em novembro do ano passado e que os bens do grupo estão hoje sob controle do liquidante. Assim, eventual multa à pessoa jurídica poderia ser ineficaz, pois dificilmente o dinheiro seria recuperado pela União.

Na prática, os recursos de Vorcaro e demais administradores seriam usados para cobrir uma espécie de multa aplicada pela CGU pelo dano provocado à administração pública, caso a instituição seja condenada pela corrupção de servidores. O valor pode chegar a 20% do faturamento bruto anual da empresa ou a R$ 60 milhões (caso não seja possível calcular o faturamento bruto).

Procurada por email na manhã desta terça-feira (21), a defesa de Daniel Vorcaro não respondeu ao contato da Folha até a publicação da reportagem.