Sem a delação premiada de Daniel Vorcaro, integrantes das equipes envolvidas na investigação do caso do Banco Master se preocupam com os caminhos para a recuperação de valores desviados e ocultados no exterior. Interlocutores do Ministério Público, da Polícia Federal e mesmo do STF (Supremo Tribunal Federal) têm manifestado o receio diante do fracasso da delação.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) rejeitou a proposta apresentada pelo ex-banqueiro no último dia 15, quatro dias depois de a Polícia Federal ter feito o mesmo. Foi a segunda tentativa frustrada de delação —a primeira ocorreu em 20 de maio.
Autoridades que participam das negociações afirmaram à reportagem, sob reserva, que as portas não estão fechadas a Vorcaro, mas ele precisa ampliar os relatos e, como mostrou a Folha, não mentir.
Uma das razões da insistência dos investigadores em negociar um acordo com o ex-dono do Master é a agilidade que a colaboração gera na repatriação de valores supostamente obtidos de forma ilícita.
Sem a delação, a operação de retomada dos valores se torna "bem mais complexa", "muito difícil" ou uma "corrida de obstáculos", segundo investigadores.






