Premiado filme do gaúcho Davi Pretto traz sociedade alienada dependente de tecnologia; Bonequinho olha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cena de 'Futuro futuro' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 16:35 'Futuro Futuro': Distopia Premiada Explora Desigualdade e Tecnologia O filme 'Futuro futuro', do diretor Davi Pretto, apresenta uma distopia onde ricos e pobres são separados por muros e dominados por tecnologias avançadas. Vencedor de prêmios no Festival de Brasília de 2025, o longa retrata uma sociedade apática através de uma estética crua e presente. A trama segue K, um homem desmemoriado buscando identidade em um mundo fragmentado, utilizando metáforas visuais e simbologias abstratas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO ‘Tem alguma coisa errada’, murmuram, aqui e ali, personagens “Futuro futuro”, longa do diretor gaúcho Davi Pretto, vencedor dos troféus Candango de melhor filme, roteiro, montagem e uma menção honrosa (para o ator José Maria Pescador) no Festival de Brasília de 2025. A frase traduz o sentimento de desorientação dessa trama futurista envolvendo uma realidade distópica na qual ricos e pobres são separados por muros, e ambos são subservientes e dependentes de tecnologia generativas. É um exemplar de ficção científica despido dos artifícios visuais típicos do gênero, que recorre a uma construção visual crua, fincada no presente, de um futuro contaminado pela alienação e apatia de uma sociedade tecnológica. Para isso, recorre à simbologias e metáforas visuais excessivamente abstratas, não necessariamente eficientes. O filme abre com um homem desmemoriado acordando na periferia de uma cidade assolada por uma síndrome que apaga a memória dos humanos. Por causa da cicatriz que carrega no ombro, ele é chamado de K pelo trabalhador precarizado que o acolhe, e é guiado por sua nova realidade por uma professora de um centro comunitário que usa inteligência artificial para ajudar os alunos a recuperar a memória. O atordoado K (como Josep K, personagem de Franz Kafka?) tem flashes avermelhados (elaborados com IA) de um suposto passado na parte rica da cidade, e se sente compelido a conhecê-la. É, uma suma, um personagem em busca de sua identidade em um mundo em ruínas, de visual curioso, encapsulado em uma narrativa com alguns conceitos vagos e pouco envolventes. Cotação: Bonequinho olha.