Após uma expansão acelerada, o ensino a distância no Brasil entrou em nova fase. As novas diretrizes do MEC (Ministério da Educação) ampliam as exigências presenciais, restringem a oferta de cursos totalmente virtuais nas licenciaturas e obrigam as instituições privadas a rever seus projetos pedagógicos.
As mudanças buscam elevar a qualidade da formação e reacendem o debate sobre como conciliar o acesso ao ensino superior com a garantia de uma formação acadêmica.
Entre as principais alterações está o fim da oferta de novas licenciaturas 100% a distância. Esses cursos passam a ser obrigatoriamente semipresenciais. Pelo novo modelo, até metade da carga horária poderá ser ofertada de forma assíncrona, enquanto o restante deve ser dividido entre atividades presenciais e aulas online ao vivo.
O estudante George Caetano, 30, conciliou diferentes graduações apostando na flexibilidade do EAD. Ele se formou em nutrição, a distância, e em pedagogia, em curso semipresencial. Atualmente, ele cursa terapia ocupacional a distância e também medicina na UnB (Universidade de Brasília).
"A flexibilidade de estudar quando quiser é um atrativo gigante, mas também traz um estresse contínuo. Muitos estudantes jogam a perspectiva do estudo para depois, e isso vira uma bola de neve", explica o aluno.







