Pelo menos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inspirado pelo governo americano, fez uma guinada extremista ao espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas.
Eles compartilham a percepção de políticos de que o pré-candidato abandonou o discurso de moderação na pré-campanha —o que foi tido como um erro estratégico pelo centrão.
Já o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, disse a interlocutores entender que as declarações do parlamentar a embaixadores estrangeiros nesta terça-feira (21) são menos graves do que as feitas pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2022.Em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, Flávio disse que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições da Venezuela e que as urnas utilizadas no país são da mesma empresa que fornece equipamentos ao Brasil, o que não é verdade.
Kassio, nomeado para o STF por Jair Bolsonaro, optou por não se posicionar publicamente sobre a afirmação falsa. O TSE apenas republicou um esclarecimento antigo na seção "Fato ou Boato" da corte.
Intitulada "Smartmatic, que forneceu urnas para a Venezuela, nunca vendeu aparelhos para o Brasil", a nota, publicada em 2020 e atualizada em 2022, diz que a empresa perdeu a licitação para a Positivo Tecnologia.











