Lenda do cinema brasileiro, que morreu nesta terça, era fotógrafo no Mundial de 1958 e contava que pediu para capitão da seleção levantar troféu para conseguir registrar a cena 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 13:09 Luiz Carlos Barreto: Legado no Cinema e na Tradição Esportiva Luiz Carlos Barreto, lendário do cinema brasileiro que faleceu aos 98 anos, foi crucial para o gesto icônico de erguer o troféu da Copa do Mundo. Durante o Mundial de 1958, como fotógrafo, Barreto incentivou Bellini a levantar a taça Jules Rimet, criando uma tradição. Bellini, então capitão, popularizou o gesto que hoje é repetido em competições esportivas pelo mundo. Barreto também deixou sua marca no Cinema Novo, revolucionando o audiovisual brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Capitão da Espanha, Rodri teve a honra de levantar a taça da Copa do Mundo no último domingo, após a vitória sobre a Argentina, nos Estados Unidos. Um gesto icônico, tradicional, repetido em todas as competições esportivas nos dias de hoje, e que tem, em sua origem, uma relação direta com Luiz Carlos Barreto, lendário produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro, que morreu nesta quarta-feira, aos 98 anos. Bellini foi o primeiro capitão a levantar a taça da Copa — Foto: Indaiassu Leite / Agência O Globo Para contar essa história, precisamos voltar à Copa do Mundo de 1958. Foi Bellini, capitão da seleção brasileira, o responsável por popularizar o gesto ao erguer a taça Jules Rimet após a primeira conquista de Mundiais do Brasil, na Suécia. Antes disso, os jogadores costumavam apenas exibir a taça na altura do peito. A comemoração foi eternizada em uma estátua localizada no entorno do estádio do Maracanã. Estátua do Bellini, no Maracanã — Foto: Sarah Souza/Divulgação Apaixonado por futebol, com passagens pela categoria de base do Flamengo e com filmes clássicos como “Isto é Pelé” e “Garrincha, Alegria do Povo”, no currículo, Barreto cobriu a Copa de 1958 como fotógrafo da revista “O Cruzeiro”. Em entrevistas, ele contou que foi quem pediu para Bellini levantar a taça, pois não conseguia fotografá-lo em razão da presença de muitos jornalistas e fotógrafos em volta. — O Bellini estava acanhadamente com a taça na altura do peito. E tinha uma barreira de fotógrafos. Eu comecei a gritar: “Bellini, levanta a taça!”. Ele fazia timidamente. Ele ficava com a taça encolhida, meio encobrindo o rosto. Eu gritava: “Não! Mais alto, mais alto!”. Até que finalmente ele esticou os braços e fez o gesto olímpico. Foi a primeira vez que um capitão em uma Copa levantou a taça contra o céu — contou ao “SporTV Repórter” em 2013. Produtor Luiz Carlos Barreto morreu aos 98 anos — Foto: Ana Branco / Agência O Globo Outros relatos mencionam também o fotógrafo Jader Neves, da revista “Manchete”, como um dos fotógrafos brasileiros que gritaram para Bellini levantar a taça. Em matérias, a Fifa confirma que o capitão da seleção foi incentivado por fotógrafos brasileiros que estavam atrás de colegas europeus e não conseguiam fotografar adequadamente a cena. Desde então, seja em Copas do Mundo ou em torneios nacionais e regionais, seja no futebol ou em outros esportes, seja em campeonatos oficiais ou numa brincadeira de rua, o capitão sempre ergue o troféu ao ser campeão. O meio-campista espanhol Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP Luiz Carlos Barreto foi um dos mais importantes nomes da história do cinema brasileiro, com seis décadas de atuação, tendo sido envolvido com o movimento do Cinema Novo, que revolucionou o audiovisual nacional nos anos 1960. Graduado em Letras, com atuação no jornalismo e no fotojornalismo, ele foi diretor de fotografia de dois dos mais significativos longas nacionais do período: "Vidas secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos, uma adaptação de romance homônimo de Graciliano Ramos, e "Terra em transe" (1967), de Glauber Rocha.
'Bellini, levanta a taça!': Luiz Carlos Barreto e a história por trás do gesto de erguer o troféu da Copa do Mundo
Lenda do cinema brasileiro, que morreu nesta terça, era fotógrafo no Mundial de 1958 e contava que pediu para capitão da seleção levantar troféu para conseguir registrar a cena










