No início da Guerra Fria, mesmo enquanto os Estados Unidos e a União Soviética se engajavam em uma implacável corrida armamentista nuclear, ambos tratavam a tecnologia nuclear como uma ferramenta de soft power e diplomacia —algo para compartilhar e exportar, um selo em alianças e um símbolo de amizade.
Assim, o então presidente Dwight Eisenhower lançou o programa Átomos para a Paz, que ajudou a construir programas nucleares civis ao redor do mundo, no mesmo ano em que executou Julius e Ethel Rosenberg por entregar aos soviéticos nossos segredos atômicos.
A União Soviética, da mesma forma, exportou formas de energia nuclear para nações do Bloco Oriental e para a China de Mao Tse-Tung. Em cada caso, o objetivo amplo era disseminar a tecnologia enquanto se mantinha o controle sobre as armas, adotando abordagens muito diferentes para as duas formas de poder nuclear.
Essa história sugere um enquadramento para entender a diferença entre as abordagens americana e chinesa em relação à inteligência artificial. Os EUA estão se comportando como se os modelos de IA de fronteira pudessem ser o equivalente a armas nucleares, oferecendo uma forma imensamente destrutiva de poder que requer vigilância cuidadosa e zelosa.












