A cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim pode ser o encontro mais significativo entre líderes americanos e chineses desde que Richard Nixon se reuniu com Mao Tsé-tung em Pequim, em 1972.
Aquela cúpula aliviou décadas de animosidade sino-americana e forjou uma aliança tácita entre Estados Unidos e China contra a União Soviética. Esta cúpula acontece em um momento de transformação semelhante nos assuntos mundiais, quando há uma nova ameaça compartilhada tanto para a China quanto para os EUA.
Trata-se de uma desordem em metástase que pode desestabilizar o mundo e prejudicar ambos os países, a menos que encontrem uma forma de competir e colaborar simultaneamente contra uma lista crescente de desafios.
Esses desafios só podem ser enfrentados com sucesso por meio de ação coletiva —começando com EUA e China criando juntos barreiras de proteção contra os usos malignos da inteligência artificial, agora que os modelos mais recentes demonstraram capacidades de ciberataque assustadoramente poderosas.
Duas mudanças de paradigma transformaram o mundo desde a cúpula Nixon-Mao. A primeira —ainda não amplamente compreendida, embora os alarmes estejam soando a todo volume— é o surgimento dessas novas ferramentas assimétricas de IA que podem dar superpoderes a pequenos atores malignos, sejam terroristas, anarquistas, criminosos, grupos políticos ou pequenos Estados-nação.














