Principal porta-voz do Pentágono anunciou número após reportagem de jornal americano criticar falta de transparência e possível ocultação de informações sobre o conflito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagens divulgadas pelo Comando Central dos EUA mostram 'ataques de precisão' contra capacidades militares iranianas — Foto: Comando Central dos EUA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 09:22 Conflito EUA-Irã: 100 Militares Feridos e 17 Mortos em 10 Dias Os EUA confirmaram cerca de 100 militares feridos em conflitos recentes com o Irã, segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em meio a críticas sobre falta de transparência. O conflito, que já dura 10 dias, resultou em 17 militares americanos mortos desde fevereiro e impacta o mercado de petróleo. Irã e EUA trocam ataques, com alvos atingidos em vários países do Golfo, enquanto tentativas de mediação são discutidas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou na noite de segunda-feira que cerca de 100 militares americanos sofreram algum tipo de ferimento desde a retomada da guerra com o Irã — que nesta terça-feira completou 10 dias consecutivos de ataques trocados. A revelação por parte de Parnell ocorre em um momento em que veículos de comunicação dos EUA acusam a liderança militar do país de ocultar informações sobre o conflito, que já deixou ao menos três militares mortos na fase mais recente. "Embora quase 100 militares tenham sido considerados com algum grau de ferimento desde 7 de julho de 2026, 96% retornaram ao serviço. Eles estão determinados a voltar para a luta. A vasta maioria dos ferimentos sofridos foram concussões leves", escreveu o porta-voz em uma publicação na rede social X, horas após rejeitar as acusações sobre ocultação de informações feitas por uma matéria do New York Times e afirmar que "ferimentos no Exército abrangem tudo", de entorses de tornozelo a ferimentos em combate. Fontes ouvidas pela publicação americana afirmam que o governo Donald Trump não tem oferecido a transparência esperada em diversos temas relacionados à guerra. Além da questão das baixas, citam falta de informações sobre como o conflito esgota os estoques americanos de armas críticas e caras e a reconstrução das capacidades de mísseis iranianos. Uma fonte no Comando Central dos EUA citou questões de segurança operacional no tratamento de informações, incluindo nos fatos relativos aos ataques iranianos contra bases americanas nos países do Golfo. Em meio aos questionamentos em Washington sobre o real impacto da guerra, a frente de batalha não oferece trégua. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter apreendido dois navios-petroleiros no Estreito de Ormuz, enquanto agências de tráfego marítimo registraram um bombardeio a uma embarcação nas proximidades da costa de Omã. Militares iranianos também afirmaram ter disparado contra radares e equipamentos de defesa antiaérea dos EUA em Bahrein, Jordânia e Kuwait, países que abrigam bases militares americanas. Um levantamento do New York Times aponta que alvos americanos foram atingidos em quatro países da região, incluindo também o Catar. Nesta terça-feira, o Kuwait anunciou cortes de energia em razão dos danos provocados pelos bombardeios iranianos à infraestrutura. O Bahrein disse ter interceptado projéteis nesta terça, acusando Teerã de mirar alvos civis. As autoridades do país não deram nenhum balanço sobre os danos causados. As renovadas ações iranianas acontecem após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Teerã pagaria "muitas vezes mais" o preço por cada soldado americano morto no conflito, na segunda-feira. Ao todo, 17 militares morreram desde o início do conflito, em fevereiro. Em resposta, a Guarda Revolucionária afirmou que Washington "deverá se preparar para ondas de drones e ataques com mísseis ainda mais decisivos e poderosos". Novos ataques americanos também atingiram o Irã entre a noite de segunda e a madrugada de terça-feira. A área atingida se estendeu ao centro e leste do Irã, muito além das regiões do sul onde ataques se concentraram após a retomada das hostilidades. Na segunda-feira foram reportados ataques em Bushehr, onde se encontra a única usina nuclear iraniana em funcionamento. Pelo menos 50 pessoas morreram no Irã desde o colapso do cessar-fogo obtido com os EUA, segundo o balanço oficial das autoridades iranianas. A troca constante de ataques também provocou danos a infraestruturas críticas da nação persa. O principal impacto global do conflito continua sendo no mercado de petróleo. Apenas 12 navios cruzaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira, segundo a agência de monitoramento Kpler, ao passo que aliados iranianos prometem perturbar ainda mais as rotas marítimas locais. O grupo rebelde Houthi, do Iêmen, afirmou na segunda-feira que faria um bloqueio contra navios da Arábia Saudita no Mar Vermelho — o que potencialmente afetaria o tráfego no Canal de Suez e pelo Estreito de Bab al-Mandeb. A Arábia Saudita prometeu usar de todos os instrumentos para garantir a navegação regular pela região. Ameaça Houthi pressiona o Oriente Médio — Foto: Arte/ O Globo No campo político, os sinais são de pouco progresso. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o nível de comunicação com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, "aumentou" e que ele orienta as decisões do país, em declarações registradas pela imprensa estatal. Enquanto isso, o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, reuniu-se com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, nesta terça-feira em Islamabad, a fim de discutir o conflito. O encontro acontece um dia após autoridades iranianas afirmarem que mediadores paquistaneses e do Catar procuraram a liderança do regime teocrático para apresentar propostas de retorno ao cessar-fogo. (Com NYT e AFP)