EUA lançam ataque com míssil contra o Irã — Foto: Reprodução/Centcom/X Os militares dos Estados Unidos informaram na noite de quinta-feira (23) que concluíram uma nova rodada de ataques contra o Irã, marcando a 13ª noite consecutiva de operações americanas contra o país. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques duraram mais de duas horas e tiveram como alvo centros de comando militar iranianos, instalações de armazenamento de drones, redes de comunicação, postos de vigilância costeira e capacidades marítimas. Em comunicado, o Centcom afirmou que a operação teve como objetivo reduzir a ameaça representada pelo Irã a navios civis e embarcações comerciais que passam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. A nova ofensiva ocorreu após o presidente Donald Trump prometer uma “punição militar severa” ao Irã e aos aliados houthis, do Iêmen, depois que combatentes do grupo atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, ampliando o conflito para outro ponto estratégico da navegação global. O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, segundo autoridades americanas. O confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã lançou ataques contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases militares americanas. Os ataques realizados por EUA e Israel contra o Irã, além das operações israelenses no Líbano, já deixaram milhares de mortos e provocaram o deslocamento de milhões de pessoas. Trump também ameaçou atingir instalações de energia e pontes iranianas. O governo do Irã respondeu que, caso essas ameaças fossem concretizadas, atacaria instalações regionais de petróleo, gás, eletricidade e outros ativos econômicos. Especialistas em direito internacional afirmam que ataques contra estruturas essenciais para a população civil podem violar as Convenções de Genebra de 1949 e, em determinadas circunstâncias, configurar crimes de guerra. A ameaça anterior de Trump de destruir “toda a civilização” do Irã também provocou críticas de governos e especialistas.