Irã lança mísseis contra posições dos Estados Unidos — Foto: Reprodução/Irna Os militares dos Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira (23) ter concluído uma nova rodada de ataques contra o Irã, ordenada pelo presidente Donald Trump, durante a noite de quarta-feira (22), a 12ª consecutiva da ofensiva americana. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), as forças americanas atingiram alvos militares iranianos, incluindo instalações marítimas, depósitos de mísseis e drones, centros de vigilância costeira e sistemas de defesa aérea. Em julho, os Estados Unidos atacaram dezenas de instalações militares iranianas em terra e retomaram o bloqueio marítimo contra o Irã, informou o comando militar em comunicado. A mais recente operação durou cinco horas, segundo as Forças Armadas americanas. A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Em resposta, Teerã realizou ataques contra Israel e países do Golfo que abrigam bases militares americanas. Os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã, assim como as ofensivas israelenses contra o Líbano, já deixaram milhares de mortos e provocaram o deslocamento de milhões de pessoas. O número de militares americanos mortos nos últimos dias chegou a 18. Trump afirmou na quarta-feira que os Estados Unidos destruiriam uma ponte ou uma usina elétrica iraniana sempre que o Irã disparasse contra um navio no Estreito de Ormuz. O presidente americano já havia ameaçado anteriormente atacar infraestrutura energética e pontes do país. O comando militar conjunto do Irã alertou que, caso a ameaça seja concretizada, suas forças atacarão instalações regionais ligadas aos setores de petróleo, gás, eletricidade e economia, segundo a mídia estatal iraniana. As Convenções de Genebra de 1949, que estabelecem regras humanitárias para conflitos armados, proíbem ataques contra instalações consideradas essenciais para a população civil. Especialistas em direito internacional nos Estados Unidos afirmaram, em abril, que ações desse tipo poderiam constituir crimes de guerra após ameaças anteriores de Trump. Na ocasião, a declaração do presidente americano de que poderia destruir toda a civilização do Irã também provocou ampla condenação internacional.