Oficiais ouvidos pelo New York Times dizem que defesa americana não revela totalmente número de mortos e feridos, estoques de armas críticas e alvos atingidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário de Defesa Pete Hegseth. Mais de 400 militares americanos ficaram feridos no conflito com o Irã, segundo o Comando Central dos EUA — Foto: Alex Kent/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 16:47 Pentágono sob crítica por ocultar dados de feridos em ataques iranianos O Pentágono tem sido criticado por ocultar informações sobre militares americanos feridos em ataques iranianos, destacando uma tensão entre a segurança operacional e a transparência pública. Apesar de ataques recentes ferirem dezenas de soldados na Jordânia, o Comando Central dos EUA não divulgou detalhes, alegando que tal divulgação poderia auxiliar o inimigo. O número total de militares mortos no conflito com o Irã subiu para 17, enquanto oficiais americanos defendem a necessidade de sigilo para proteger operações em andamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na semana que antecedeu o ataque iraniano de sexta-feira, que matou dois soldados americanos e deixou um militar desaparecido na Jordânia, o Irã realizou outros três ataques contra forças americanas no país. Esses ataques feriram dezenas de militares americanos e danificaram vários helicópteros, de acordo com diversos oficiais americanos, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos operacionais. Mas o Pentágono não divulgou os ataques anteriores, nem as baixas e os danos que causaram. Este episódio é o exemplo mais recente, durante o conflito com o Irã, da tensão entre o que o Pentágono afirma ser a necessidade de segurança operacional e a obrigação do governo de informar o público sobre o andamento da guerra. Em declarações feitas após os ataques aéreos contra instalações militares iranianas na semana passada, o Comando Central dos EUA afirmou que estava retaliando os ataques do Irã contra navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz, sem jamais mencionar os ataques iranianos a bases na região, inclusive na Jordânia. O Comando Central não é obrigado a divulgar informações sobre militares feridos, especialmente quando eles retornam rapidamente ao serviço, disse um oficial militar dos EUA. Além disso, acrescentou outro oficial militar dos EUA, por que o Pentágono divulgaria informações que poderiam ajudar o Irã a localizar seus mísseis balísticos mortais e ataques com drones na Jordânia e em outras bases no Oriente Médio onde milhares de soldados americanos estão estacionados? Segundo autoridades americanas, o Comando Central também deixou de divulgar quantos alvos no Irã são atingidos diariamente pelo mesmo motivo. Sean Parnell, o principal porta-voz do Pentágono, afirmou que os militares não ocultaram nem deturparam o número de baixas americanas na guerra. "As alegações de ocultação são invenções destinadas a causar ainda mais sofrimento ao povo americano após a morte de três militares em combate", disse ele em um comunicado. Ele mencionou o Sistema de Análise de Baixas da Defesa do Pentágono, que, segundo ele, é "atualizado regularmente" com as informações mais recentes sobre soldados americanos mortos e feridos. O site, de acesso público, oferece números agregados, mas não inclui informações sobre ataques específicos com grande número de vítimas, como os que ocorreram na Jordânia na última semana. "Selecionar números brutos sem contexto cria uma imagem deliberadamente enganosa e incompleta", acrescentou Parnell. Nos dias que se seguiram ao colapso de uma frágil trégua, o Pentágono forneceu poucas informações sobre a estratégia militar americana após quase cinco meses de guerra. O último grande briefing do Pentágono sobre a guerra ocorreu no início de maio. 17 mortos desde início do conflito Nos últimos meses, o governo de Donald Trump não divulgou como a guerra com o Irã esgotou os estoques americanos de armas críticas e caras, nem como o Irã manteve e reconstruiu capacidades substanciais de mísseis. Os protocolos do Pentágono para relatórios de baixas exigem a identificação pública de militares falecidos somente após 24 horas da notificação dos familiares. Os nomes dos soldados feridos em combate geralmente não são divulgados. Em um comunicado divulgado no sábado, o Comando Central informou que quatro militares americanos feridos no ataque de sexta-feira foram levados para hospitais jordanianos e já receberam alta. O comunicado também afirmou que outros soldados americanos sofreram ferimentos leves e retornaram ao serviço, sem especificar quantos. E a declaração não mencionou os militares feridos nos três ataques anteriores na Jordânia na semana passada. Em uma breve conversa telefônica com a NewsNation, o presidente Trump disse que os soldados morreram "a serviço do nosso país" e reiterou o principal objetivo da guerra: "nunca permitir que o Irã tenha uma arma nuclear". O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou no sábado em suas redes sociais que a perda dos dois soldados americanos fortalecerá a determinação dos Estados Unidos. Segundo o site do Pentágono que divulga informações sobre baixas, 427 militares americanos ficaram feridos no conflito com o Irã. O site contabiliza 14 soldados mortos em incidentes hostis e não hostis. Os números de mortes on-line ainda não foram atualizados para incluir os óbitos anunciados pelo Pentágono no fim de semana. Parnell afirmou que os números relativos aos soldados feridos incluem "tudo, desde pequenas entorses de tornozelo durante treinamentos de rotina até incidentes totalmente alheios a operações de combate". Em governos anteriores, o Pentágono geralmente atrasava a divulgação de detalhes sobre militares feridos até que as notificações às famílias fossem concluídas. Durante o governo de Joe Biden, o Pentágono normalmente relatava o número de militares feridos em ataques de milícias apoiadas pelo Irã contra bases americanas na Síria e no Iraque. Estima-se que mais de 1.700 civis iranianos morreram na guerra.
Falta de transparência ou questão de segurança operacional? Militares dizem que Pentágono oculta informação sobre guerra com Irã
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