Segundo a acusação, grupo enviou ao menos 12 recém-nascidos para Singapura e movimentava adoções ilegais mediante pagamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pai com bebê — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 06:28 Mulher de 70 anos é condenada na Indonésia por tráfico de bebês Uma mulher de 70 anos foi condenada a sete anos de prisão na Indonésia por liderar uma rede de tráfico de bebês que enviava recém-nascidos para Singapura por meio de adoções ilegais. Lie Siu Luan, considerada culpada por exploração, comandava um grupo de 19 pessoas. A polícia resgatou vários bebês antes do envio e desmantelou a operação. Outra ré, Astri Fitrinika, recebeu seis anos e sete meses de prisão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça da Indonésia condenou nesta terça-feira uma mulher de 70 anos a sete anos de prisão por comandar uma rede de tráfico de bebês que enviava recém-nascidos para Singapura por meio de adoções ilegais. A sentença foi proferida por um tribunal da cidade de Bandung, na província de Java Ocidental. Lie Siu Luan foi considerada culpada pelos crimes de recrutamento, acolhimento, transporte e transferência de vítimas para fins de exploração. Segundo a acusação, ela liderava um grupo formado por 19 pessoas e admitiu ter enviado pelo menos 12 bebês para Singapura antes da operação ser desmantelada pelas autoridades, no ano passado. De acordo com os promotores, o esquema começou em 2022, após um morador de Singapura procurar a organização para adotar uma criança mediante o pagamento de 17 mil dólares de Singapura — o equivalente a cerca de 11,5 mil euros. As investigações apontam que cada integrante da quadrilha tinha uma função específica. Alguns eram responsáveis por localizar recém-nascidos, enquanto outros cuidavam das crianças, providenciavam documentos e organizavam a emissão de passaportes para o envio ao exterior. A polícia indonésia conseguiu resgatar vários bebês que ainda estavam sob controle da organização antes de serem levados para Singapura. Outros, rejeitados por compradores estrangeiros, acabaram sendo vendidos ilegalmente dentro da própria Indonésia, inclusive para famílias em Jacarta. Outra integrante da rede, Astri Fitrinika, também foi condenada nesta terça-feira. Ela recebeu pena de seis anos e sete meses de prisão pelo envolvimento no esquema. A investigação teve início após os pais de um recém-nascido denunciarem o sequestro do filho à polícia de Java Ocidental. Outros integrantes da organização começarão a ser julgados ainda nesta semana.