PUBLICIDADE Priscilla Fernanda Monteiro de Souza e Nayara Pereira Silva indicavam como medicação deveria ser usada em áudios e cobravam adicional noturno para auxiliar em procedimentos, afirma delegada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As duas mulheres presas chegam à Deam de Nova Iguaçu — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 08:27 Duas Mulheres Presas por Vender Remédios Abortivos via WhatsApp Duas mulheres foram presas suspeitas de venderem medicamentos abortivos em um grupo de WhatsApp chamado "Mulheres Unidas". Priscilla Fernanda Monteiro de Souza e Nayara Pereira Silva orientavam o uso dos remédios por áudio e cobravam adicional noturno para acompanhamento dos procedimentos. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e pelo Ministério Público, após uma denúncia. As suspeitas foram detidas em flagrante, e a polícia investiga a participação de pessoas de outros estados no esquema. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Duas mulheres foram presas, nesta quarta-feira, suspeitas de venderem medicamento abortivo oferecido num grupo de WhatsApp. Priscilla Fernanda Monteiro de Souza, de 43 anos, e Nayara Pereira Silva, de 32 anos, davam orientações por áudio sobre como o remédio deveria ser usado e ainda cobravam adicional noturno para fazer o acompanhamento de procedimentos, segundo a delegada Mônica Areal, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu. A investigação que levou às prisões foi feita pela especializada em conjunto com o Ministério Público estadual. A apuração sobre a atuação das suspeitas começou após uma mulher denunciá-las. A vítima contou que tinha interesse em comprar o abortivo e se sentiu lesada. A partir daí, os investigadores descobriram que as mulheres eram orientadas a tomar quantidades altas do medicamento, sem qualquer respaldo médico para isso. O material apreendido pela polícia — Foto: Reprodução Nesta quarta, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão e recolheram medicamentos, celulares e máquina de cartão. As duas mulheres foram presas em flagrante. Priscilla foi localizada em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, e Nayara, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. As duas não resistiram à prisão. De acordo com Mônica Areal, as suspeitas prestaram depoimento e revelaram que agiam apenas visando a ganhar dinheiro. A polícia agora apura o envolvimento de acusados de outros estados no esquema criminoso. Após das formalidades legais na Deam Nova Iguaçu, Priscilla e Nayara será encaminhadas para a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). 'Mulheres unidas' Para oferecer os abortivos, as suspeitas criaram o grupo de WhatsApp chamado "Mulheres Unidas". Neles, perguntavam com quantas semanas de gestação a pessoa interessada estava. O preço da medicação mudava conforme o tempo de gravidez — ia de R$ 570 a R$ 2.120. O grupo de WhatsApp que, segundo a investigação, era usado pelas suspeitas — Foto: Reprodução "Fica tranquila porque pela idade gestacional que você está vai demorar um pouco. É um procedimento que demora. Mas não fica ansiosa não. É isso aí. Se conseguir cochilar, dormir um pouquinho, é bom. Se a dor aumentar, você sentindo algum sintoma novo, pode me falar. É isso", diz uma das suspeitas num áudio. Em outro áudio, uma das mulheres fala sobre a cobrança do adicional noturno: "Eu faço o procedimento só a partir de meio0dia. A menina entra de jejum a partir de oito horas da noite e faz o procedimento no outro dia meio-dia. Nesse horário, óbvio que eu estou de serviço e acompanho direitinho. Claro que não vai pagar. Mas como você está começando tarde, vai entrar a madrugada, Então, entendeu? Se você quiser um acompanhamento direitinho e tal, eu cobro adicional noturno. Mas se não precisar, te passo o procedimento e você faz".
Mulheres são presas suspeitas de vender abortivo em grupo de WhatsApp
Priscilla Fernanda Monteiro de Souza e Nayara Pereira Silva indicavam como medicação deveria ser usada em áudios e cobravam adicional noturno para auxiliar em procedimentos, afirma delegada






