Investigação revelou que empresa comandada por enfermeira e estudante de Direito oferecia produtos sem qualquer eficácia terapêutica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A sede da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 10:49 Operação "Placebo" Desmonta Esquema de Medicamentos Falsos no RJ A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou um esquema de venda de medicamentos falsos para tratamento de câncer, liderado por uma enfermeira e um estudante de Direito. A operação, batizada de "Placebo", revelou que a dupla oferecia remédios sem eficácia por até R$ 34 mil a pacientes e hospitais. As investigações apontam que os envolvidos usavam suas formações para legitimar as fraudes e burlar fiscalização. Os medicamentos apreendidos serão periciados para apurar sua origem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um esquema de venda de remédios de alto custo falsos para tratamento de câncer a pacientes e hospitais entrou na mira da Polícia Civil do Rio. Na manhã desta quinta-feira, equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços nos bairros de Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio, onde foram apreendidos diversos medicamentos irregulares. Os responsáveis pela empresa que vendia a medicação, sem qualquer eficácia terapêutica, foram conduzidos à especializada para prestar depoimento. A investigação, que resultou na Operação Placebo, começou após uma informação de inteligência indicar a atuação da empresa de materiais médicos e hospitalares na oferta de um medicamento indicado para o tratamento de leucemia e linfoma. Durante as diligências, os agentes acompanharam as negociações realizadas pelos alvos e constataram que uma única caixa do remédio era oferecida por até R$ 34 mil, sempre mediante pagamento antecipado e sob o argumento de que a alta procura nos hospitais teria elevado o preço. A fraude foi confirmada depois que uma análise técnica concluiu que o produto era totalmente falso. O número do lote impresso na embalagem sequer existia nos registros de produção global da fabricante. A apuração policial também revelou que os responsáveis pelo esquema usam a própria formação profissional para dar aparência de legitimidade ao crime e atrair vítimas vulneráveis. Uma das investigadas e sócia do esquema é uma enfermeira especializada em auditoria de contas médicas e assuntos regulatórios. Ela utilizava seu conhecimento para burlar trâmites e gerenciar as vendas da empresa. O companheiro dela, um estudante de Direito, era o segundo sócio. Ele tem um amplo histórico em licitações públicas e era responsável por operacionalizar as negociações. A DRCPIM apura, ainda, se a atuação de parentes ligados à área da saúde facilitava a circulação dos produtos ilícitos em ambientes hospitalares. 'Simples escritório' Para escapar da fiscalização sanitária, os sócios afirmavam que a empresa funcionava apenas como um "simples escritório" administrativo, obtendo licenciamento simplificado. Mas, na realidade, o imóvel operava, de acordo com a polícia, como depósito clandestino e centro de distribuição de medicamentos, sem qualquer controle de temperatura, armazenamento adequado ou autorização específica para esse tipo de atividade. Os medicamentos apreendidos nesta quinta-feira, que eram comercializados sem a licença devida, segundo os investigadores será submetido a uma perícia para verificar sua origem. A enfermeira e o estudante de Direito são investigados pelos crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e delito considerado hediondo, além de crimes contra as relações de consumo.
Venda de remédios falsos para tratamento de câncer a pacientes e hospitais é alvo de operação
Investigação revelou que empresa comandada por enfermeira e estudante de Direito oferecia produtos sem qualquer eficácia terapêutica









