PUBLICIDADE Em depoimento a policiais no Rio de Janeiro, ela disse que seus pais eram donos de rede de estabelecimentos ilegais em Pernambuco, Manaus e Fortaleza Mulher de 37 anos que teria se passado por menina de 12 é presa em Santa Catarina — Foto: Divulgação/Polícia Civil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 12:53 Mulher de 35 anos se passa por adolescente e engana autoridades no Brasil Amanda Maria Souza de Oliveira, de 35 anos, é acusada de se passar por adolescente e afirmar ser vítima de exploração sexual em uma rede de prostíbulos comandada por seus pais, em cidades como Pernambuco e Manaus. Detida em Santa Catarina, ela já havia enganado pessoas no Rio de Janeiro, onde se apresentou como uma menina de 12 anos. Amanda firmou acordo com o MP do Rio após confessar os crimes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Antes de ser presa em Santa Catarina, Amanda Maria Souza de Oliveira também foi detida no Rio de Janeiro, após aplicar um golpe em 2023. Na época, ela afirmou em depoimento à Polícia Civil que era uma menina de 12 anos vítima de rede de prostituição no estado de Pernambuco, que tinha o nome de 'Sapatinho de Boneca'. No relato ela disse ainda que o esquema seria comandado por seus pais e que teria conseguido fugir após pedir ajuda para caminhoneiros. Segundo documentos da Polícia Civil e da Justiça do Rio de Janeiro, a mulher se identificou como Maria Eduarda da Silva Ferreira e disse ter começado a ser explorada com seis anos. Ela relatou ainda que a rede de prostituição dos pais era frequentada por pessoas "importantes e de poder, como políticos e policiais". Disse ainda que haviam estabelecimentos em Pernambuco, Manaus e Fortaleza e que outras crianças também eram vítimas dos crimes sexuais. Em sua história, Amanda identificou o pai como o "Bruxo Chik Jeitoso" e disse que ele a levava, junto cm outras crianças, para rituais na mata ou no cemitério. Ela disse ter sofrido cortes no corpo e ter sido agredia com agulhas em tais cerimônias que ela definiu como "diabólicas". A história contada na delegacia foi a mesma relatada por Amanda as duas mulheres, identificadas como Viviane e Renata, que a ajudaram no Rio de Janeiro. O contato com as mulheres se deu por mensagens no Facebook, onde ela disse ter 18 anos e estar morando em Magé, cidade do interior do Rio, e recebendo ajuda de pastores. Ela narrou ainda ter estado antes nos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, se deslocando sempre com ajuda de caminhoneiros, pra quem pedia caronas. Depois, ao chegar na cidade do Rio, a falsa adolescente disse que tinha 12 anos, mas que aumentou a idade por temer o Conselho Tutelar. As investigações constatam que sua idade na verdade era 35 anos. As mulheres pagaram uma passagem de ônibus para a Amanda e a receberam na rodoviária. Segundo o depoimento, Viviane conseguiu um imóvel para que a suposta adolescente morasse no bairro Carlos Sampaio, em Nova Iguaçu. Renata afirmou que dividiu o aluguel da residência, comprou roupas, alimentos e ajudou a montar a casa. A testemunha relatou ainda que passou a acompanhar de perto a rotina da jovem. Segundo ela, a menina produzia desenhos considerados perturbadores e, por isso, foi levada a atendimento psicológico. Renata também afirmou que a acompanhou em exames médicos relacionados a relatos de que expelia agulhas pelo corpo. De acordo com a declaração, radiografias teriam identificado a presença dos objetos e algumas agulhas teriam sido retiradas. O caso chegou à Polícia Civil em 28 de junho de 2023, quando agentes foram acionados para apurar a situação de uma suposta criança vítima de exploração sexual e cárcere privado em um imóvel localizado na Rua Aurora Monsanto, em Austin, distrito de Nova Iguaçu. Policiais civis que participaram da ocorrência relataram que a jovem foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. Eles também declararam que Amanda já possuía registros de ocorrências em Jundiaí, no interior de São Paulo, e em Minas Gerais envolvendo uma narrativa semelhante à apresentada às mulheres que a acolheram em Nova Iguaçu. Após a descoberta da verdadeira identidade, Amanda foi presa em flagrante. No dia 31 de julho de 2023, Amanda firmou com o Ministério Público do Rio de Janeiro um acordo de não persecução penal, comprometendo-se a: confessar os crimes, prestar serviços à comunidade por oito meses, manter endereço e número de telefone atualizados diante do Juízo e não cometer nova prática criminosa. Golpe em SC A prisão, na última terça-feira, em Santa Catarina, três anos depois, trouxe à tona o histórico atribuído à investigada. Segundo a Polícia Civil catarinense, ela voltou a se apresentar como adolescente e teria repetido o padrão de comportamento que já havia sido identificado em outras localidades do país. A mulher é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. De acordo com a polícia, ela se apresentava como "Gabriele" e afirmava ter 12 anos. Durante depoimento, confessou a fraude. Após a prisão, foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo a investigação, a aproximação começou quando a mulher procurou uma igreja da região e afirmou sofrer maus-tratos do pai biológico. Ela também dizia ser pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Sensibilizado com a situação, um pastor decidiu ajudá-la inicialmente. Com o passar do tempo, ela foi apresentada a uma família da congregação, que passou a oferecer apoio. A Polícia Civil afirma que a suspeita conquistou gradualmente a confiança dos moradores e de outros integrantes da igreja até passar a viver na residência da família e ser tratada como uma filha.
'Prostíbulos Sapatinho de Boneca': falsa adolescente afirma ter sido vítima de exploração sexual antes de ser presa em SC
Em depoimento a policiais no Rio de Janeiro, ela disse que seus pais eram donos de rede de estabelecimentos ilegais em Pernambuco, Manaus e Fortaleza












