Registros policiais obtidos pela TV Globo mostram que a suspeita utilizava diferentes nomes e versões sobre a própria história para conseguir acolhimento em abrigos, instituições religiosas e programas de assistência social. Em um dos casos, a mulher alegou que era vítima de agressões físicas, abusos e até rituais de bruxaria para receber amparo dos órgãos públicos (leia mais abaixo). A Polícia Civil de Santa Catarina informou que tenta identificar se houve obtenção de vantagens financeiras durante o período em que a suspeita viveu com a família catarinense. Histórico criminoso Um dos casos foi registrado em dezembro de 2024, em Montes Claros, no Norte de Minas. Segundo a Polícia Militar, uma mulher que se identificava como Ana Caroline Ferreira Silva procurou uma casa de acolhimento dizendo ter 18 anos e ser vítima de agressões físicas, abusos e até rituais de bruxaria. Ela foi acolhida e recebeu assistência social. Com o passar do tempo, porém, surgiram inconsistências nos relatos. Conforme o registro policial, ao tentar emitir uma segunda via de documentos, a mulher mudou completamente a versão apresentada anteriormente e passou a dizer que tinha apenas 13 anos. A situação levou a instituição a acionar o Conselho Tutelar e as autoridades. Durante a apuração, foi constatado que ela utilizava diferentes identidades e já era investigada por ocorrências semelhantes em outros estados. Ainda conforme o boletim da PM, a polícia identificou que a mulher, na verdade, era Amanda Maria Souza Oliveira, então com 36 anos, e tinha registros anteriores em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro por crimes como falsidade ideológica, estelionato e difamação. Os policiais também mencionaram que ela já havia utilizado a mesma estratégia para obter benefícios como hospedagem, ajuda financeira e assistência de instituições religiosas. Caso semelhante em abrigo Outro boletim de ocorrência relata que a mesma mulher se apresentou utilizando o nome Ana Karoliny Oliveira dos Santos, na cidade de Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas. Na ocasião, ela alegou ser menor de idade e afirmou ter sofrido abusos sexuais. A história levou ao acionamento de uma rede de proteção social. Durante o atendimento, no entanto, surgiram divergências entre as informações fornecidas e os dados posteriormente apurados pelas autoridades. Conforme o registro, a mulher acabou admitindo que utilizava documentos de outra pessoa para se passar por menor de idade. Outra ocorrência semelhante envolvendo a suspeita foi registrada em Três Corações, no sul de Minas. LEIA TAMBÉM: Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa fingindo ser criança de 12 — Foto: Reprodução Mulher de 37 anos se passava por adolescente de 12 anos em Joinville (SC) — Foto: Polícia Civil de Santa Catarina/Divulgação
Mulher presa por fingir ser adolescente usou identidades falsas em MG | G1
Registros policiais indicam que suspeita apresentou versões diferentes sobre idade e nome para conseguir acolhimento em abrigos e instituições sociais.











