Delegado afirmou que a suspeita já havia praticado o mesmo golpe em outros seis estados e tinha sido presa anteriormente; ela confessou o crime Mulher de 37 anos que teria se passado por menina de 12 é presa em Santa Catarina — Foto: Divulgação / Polícia Civil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 11:01 Mulher de 37 Anos é Presa em SC por Fingir ser Adolescente de 12 Anos Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, SC, após fingir ser uma adolescente de 12 anos por 14 meses. Usando chupeta e mamadeira, ela convencia a família de que sofria abusos, alegando que hormônios a faziam parecer mais velha. O golpe já havia sido aplicado em outros seis estados. Detida por estelionato e falsa identidade, ela confessou o crime. A família, inicialmente incrédula, foi convencida pela polícia com provas contundentes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A mulher de 37 anos presa nesta terça-feira (2) suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos agia como criança na família em que foi acolhida, em Joinville, Santa Catarina, segundo a polícia. Por 14 meses, ela usou chupeta, mamadeira e fingia ter crises de medo à noite para a mãe adotiva fazê-la dormir. Ao GLOBO, o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, disse que a “menina” contou à família que a acolheu que sofria abusos e maus-tratos e os motivos da aparência de idade avançada: — Ela veio com uma história triste, disse que ela foi obrigada na infância a viver em uma casa de prostituição e que nesse local era obrigada a tomar hormônios para desenvolver um porte físico maior e, em razão desses supostos hormônios, ela aparentava ter uma fisionomia mais velha. Ao tentar matricular a “menina” em uma escola ou formalizar o processo de adoção, a mulher entrava em pânico e dizia que o suposto pai biológico estava na cidade e iria tirar ela da família adotiva. A mulher, que se passava por Gabriele e completará 38 anos na semana que vem, foi detida na casa das vítimas, no distrito de Pirabeiraba. Conforme a Polícia Civil, ela é investigada pelo crime de estelionato e falsa identidade. Ela confessou o crime. Família não acreditou se tratar de um golpe No decorrer da investigação, a polícia descobriu que a suspeita já tinha praticado o mesmo golpe em outros estados, inclusive já ter sido presa. A investigada tem passagens pelo Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Ceará. Segundo o delegado, ela possuía “o mesmo modus operandi e a única coisa que mudava era o primeiro nome”. Na semana passada, a polícia foi procurada por um parente da família “adotiva” e iniciou a investigação. Após levantar a ficha em outros estados, os investigadores chegaram a imagens da mulher e, ao mostrar as fotos para o parente, foi confirmada a identidade. Com base nisso, foram à casa da família vítima do golpe. — A família teria sido sequestrada emocionalmente. Agiram de boa-fé, no sentido da solidariedade e acabaram ‘adotando’ essa ‘adolescente’. Em um primeiro momento [após a denúncia], eles não acreditaram muito na história de que se tratava de um golpe — descreve Bueno e explica: — Mas aí a gente conseguiu mostrar as provas irredutíveis ali de que realmente era uma farsante. O delegado afirma que se trata de uma família “bem estruturada economicamente e socialmente” e que a “filha” recebia os melhores cuidados. A vantagem do estelionatário, segundo Bueno, não é só a obtenção monetária, mas pode vir de outro meio.