Tribunal considerou que acusado explorou a vítima durante três anos; caso foi comparado ao de Gisèle Pelicot, na França 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem é julgado em tribunal na Suécia suspeito de prostituir sua mulher para 120 homens — Foto: Mats Andersson/TT News Agency/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 07:24 Homem na Suécia é condenado por forçar esposa à prostituição por 3 anos Um tribunal sueco condenou um homem a quatro anos e cinco meses de prisão por forçar sua esposa a se prostituir com mais de 100 homens ao longo de três anos. Acusado de proxenetismo agravado, tentativa de estupro, agressão e ameaças, ele publicava anúncios e organizava encontros. O caso gerou comparações com outro na França e destacou o trauma sofrido pela vítima. A promotoria havia pedido uma pena de dez anos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um tribunal sueco condenou nesta terça-feira um homem de 61 anos a quatro anos e cinco meses de prisão por ter "explorado sem piedade" sua esposa, a quem obrigou, durante três anos, a manter relações sexuais remuneradas com cerca de uma centena de homens. O acusado foi considerado culpado por proxenetismo agravado, tentativa de estupro, agressão, ameaças e um delito menor relacionado a drogas, informou o tribunal em comunicado. "O tribunal distrital determinou que o homem introduziu sua esposa na prostituição e administrou a maior parte da operação", afirmou a corte. A promotoria identificou aproximadamente 120 homens que pagaram para manter relações sexuais com a mulher. O caso, que provocou forte repercussão na Suécia, foi comparado ao de Gisèle Pelicot, na França. O marido dela foi condenado em 2024 por dopá-la e permitir que dezenas de homens a estuprassem enquanto ela estava inconsciente. Promotoria apontou histórico de ameaças A promotora Ida Annerstedt afirmou à AFP, no início do julgamento, em abril, que a mulher tinha "um medo profundo" do marido. Segundo a representante do Ministério Público, o homem a ameaçava dizendo que "libertaria o monstro" caso ela o desobedecesse. O julgamento ocorreu entre 10 de abril e 26 de maio em um tribunal de Härnösand, no norte da Suécia, em grande parte a portas fechadas. A promotoria havia solicitado uma pena de dez anos de prisão. De acordo com a acusação, o homem publicava anúncios na internet, organizava os encontros e vigiava a esposa, obrigando-a a realizar atos sexuais, inclusive on-line, para atrair mais clientes. O acusado também respondia a oito acusações de estupro, mas o tribunal rejeitou essas imputações ao entender que não estava claro se a participação da mulher havia sido voluntária em sete dos casos. Em outro episódio, a corte concluiu que não foi possível determinar quais atos ocorreram. A legislação sueca não pune pessoas que oferecem serviços sexuais, mas criminaliza a compra desses serviços, além do ato de facilitar ou obter benefícios da prostituição de terceiros.
Marido que forçou mulher a se prostituir para mais de 100 homens é condenado a quatro anos de prisão na Suécia
Tribunal considerou que acusado explorou a vítima durante três anos; caso foi comparado ao de Gisèle Pelicot, na França













